Reunião PET Educação: 01/03/2017

O dia 01/03, quarta-feira de cinzas, será Ponto Facultativo nas IFES. Assim a reunião do Grupo PET Educação, marcada para a manhã de quarta-feira, posterior ao Carnaval, não ocorreu.

Como tarefa para casa, a definição do artigo a ser escrito e os primeiros esboços de sua coluna vertebral.

Reunião PET Educação: 22/02/2017

No dia 22/02, quarta-feira, tivemos a apresentação oral dos temas/títulos de cada um dos artigos que estão sendo escritos como tarefa pelos estudantes bolsistas PET Educação 2016/2.
Além disso, utilizamos parte da manhã para a atualização do Currículo Lattes da Priscila e da Roberlânia.
A seguir, os temas de cada um dos bolsistas:
Cinara Postringer: Micropolíticas de leitura: a Sala de Leitura Erico Verissimo.
Érica Macleo: Literatura Infnatil para o PNAIS: gêneros e autores das 75 obras.
Gabriela Leal: Olhar dos colegas sobre crianças com necessidades educaionais especiar no E.F.
Ieda Kurtz: Bibliotecas escolares: leis que as regem no Brasil e no RS.
Leonardo Capra: Under the Sunset, de Bram Stoker: Traduzindo contos infantis.
Maiara Kringel: Avalaição cognitiva de adultos com deficiência: O estado da arte
Priscila Brock: Adultos com Síndrome de Down: um olhar
Rafaela Camargo: A ambiência na Biblioteca Escolar: aspectos importantes
Rafaela de Oliveira: Atribuições do professor de AEE: a lei e o real
Roberlânia Moura: Inclusão: questões a serem pensadas.
Tamires Goulart: Processos avaliativos de alunos com necessidades específicas.

Tamires Machado: A Literatura no Estágio em EJA: Poesia, muito prazer!

Educação Inclusiva: um evento na UFPel

O 1º Congresso Luso-Brasileiro sobre Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e Educação Inclusiva (Conlubra) ocorrerá nos dias 5, 6 e 7 de abril, no Campus Capão do Leão, em Pelotas. Organizado pela UFPel, o foco do evento é o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e a Educação Inclusiva.
Nele, estarão presentes as petianas abaixo listadas com seus trabalhos aprovados:

Autora: Gabriela Leal
Título:
Autora: Maiara Kringel
Título:
Autora: Priscila Brock
Título:
Autora: Rafaela de Oliveira

Título:
Autora: Roberlânia Moura.
Título:
Autora: Tamires Goulart
Título:


Inscrições
Serão abertas 500 vagas para inscrições no evento. O prazo final para inscrições e pagamento com submissão de trabalhos é 22 de fevereiro. Já para inscrições sem submissões de trabalhos, o prazo final é 3 de abril.

Mais informações em:


Raquel Schmalfuss dos Santos (2007-2010): depoimento

Em uma de suas obras, Ruben Alves diz que “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas[1]”. Um grupo de pesquisa pode ser assim também, dependendo de seus integrantes. Compreendo grupo como um conjunto de pessoas que tem ou busca um mesmo objetivo e a pesquisa, como um processo que objetiva compreender problemas e dar a eles tratamento adequado até a apresentação de resultados[2]. Para mim, ter sido petiana foi assim: integrei um grupo e pude tornar-me pesquisadora.
Sei que, quando se entra na Universidade e em um grupo de pesquisa, nem sempre se conhece os desdobramentos que podem ter essas ações e desafios. No entanto, se depois de um tempo tu não passares a ter esse olhar sobre o que se propôs a fazer, então está gastando o tempo em vão.
Penso que, no PET ou em qualquer outro grupo de pesquisa tu precisas abandonar teus hábitos e tornar-te uma acadêmica. Humana, é claro. Com falhas, sim. Para evoluir, no entanto, é preciso reconsiderar o ditado “é errando que se aprende’. Se tu queres sair de fato da mesmice, busque tudo que o grupo tem a lhe oferecer em termos de conhecimento. Para tal, observe as pessoas, como pensam e fazem, investigue as razões de seus fazeres, faça perguntas, anote as respostas, seja humilde e tenha uma posição “na medida certa”. Sobretudo, não fique em lugar algum só porque te pagam para estar ali!
Para todas nós, durante a graduação este grupo de pesquisa é como um alimento para a vida toda, porque nele descobrimos muitas linhas de pesquisa. Ou seja, é um berçário no qual se pode escolher um tema com o qual temos afinidade e, com dedicação, dar início a uma brilhante carreira. Lembre: mesmo não dando muita importância para o currículo, mais tarde vamos precisar dele. Começamos a preenchê-lo quando apresentamos trabalhos em eventos, quando escrevemos um artigo, organizamos um evento...
Entrei no PET Educação em 01/09/2007. Sou uma das primeiras integrantes. Durante minha estada como bolsista e sob orientação da Drª Cristina Rosa, desenvolvi a pesquisa intitulada "Curso de pedagogia da FaE/UFPel: 30 anos de história". Foi instigante participar de eventos apresentando seus resultados. Concluí a graduação em setembro de 2015 e, em 2016 ingressei no Curso de Especialização em Ciências e Tecnologias na Educação do IFSUL, campus CAVG. Ainda não exerço a profissão de Pedagoga, mas pretendo mudar essa situação em breve.

Dica de Pedagoga:
Em função de uma disciplina da Especialização, fiz um Blog. Quando estiver pronto, irá conter tudo que eu utilizei no Estágio na Educação Infantil, desde o Projeto apresentado na Escola até meus planos de aula. Deixo aqui um link, pois meus estudos podem servir de modelo para quem ainda não teve a oportunidade de criar o seu próprio: http://raquelschmalfuss.blogspot.com.br/


Leituras para meninas no dia internacional da mulher

LEITURAS PARA MENINAS
Uma brincadeira no dia internacional da mulher...

Descrição: O evento Leituras para meninas constitui-se de leituras públicas de obras literárias infanto-juvenis de escritoras brasileiras e não só. As obras foram escolhidas por terem, em seu universo ficcional, protagonistas meninas, mocinhas e ou mulheres que não esperam o príncipe encantado resolver seus problemas. São personagens inspiradoras, que se responsabilizam por si mesmas, propõem saídas inusitadas para velhos problemas e são bem humoradas. Será desenvolvido pelo GELL - Grupo de Estudos em Leitura Literária da FaE/UFPel – e está integrado a outras atividades pensadas para o Dia Internacional da Mulher que serão desencadeadas pela Faculdade de Educação. Destinado às meninas do 7º, 8º e 9º ano da E.E.E.F. Fernando Treptow, ocorrerá na manhã do dia 08/03/2017, na Biblioteca Cristina Maria Rosa.

Leituras para meninas: ficha técnica
1.  Cinara Postringer: A bailarina, de Vinícius de Moraes e As meninas, de Cecília Meireles;
2.    Cristina Rosa: Pandolfo Bereba, de Eva Furnari;
3.    Érica Machado Leopoldo: Uma Chapeuzinho, de Marjolaine Leray;
4.    Rafaela Canez Camargo: Ervilina e o princês, de Sylvia Orthof;
5.    Tamires Machado: Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector;
6.    Ieda Kurtz: O Príncipe que Bocejava, de Ana Maria Machado.

Justificativa
Integrado a uma data especial e tendo como foco a leitura literária, ler publicamente tem sido a ênfase do GELL - Grupo de Estudos em Leitura Literária da FaE/UFPel. A leitura de textos sobre personagens femininas desde a infância empodera as meninas e pode inspirá-las a serem protagonistas das próprias vidas. Os objetivos do grupo são:
ü    ler textos literários de qualidade;
ü    ler mulheres para meninas;
ü    reunir meninas e mulheres leitoras;
ü    ler em um espaço escolar;

ü    ler e brincar de pensar.

Dados da proposta
Coordenação: Drª Cristina Maria Rosa
Docente no Departamento de Ensino da Faculdade de Educação/UFPel.
Apoio: PET Educação
Foco: Leitura e diálogo de poesias e contos em que a personagem principal é uma menina.
Público: Meninas do 7º, 8º e 9º ano da E.E.E.F. Fernando Treptow
Espaço: Biblioteca Cristina Maria Rosa
Data: 08/03/2017, das 9 às 11 horas

Interpet Fevereiro: PET Educação presente!

Ocorreu no dia 18 de fevereiro de 2017, nas dependências da Odontologia e organizado pela Executiva local, o primeiro INTERPET UFPel 2017.
Com programação, pauta e café da manhã coordenado pelo grupo de estudantes que integram a Executiva, a mesa esteve repleta de gostosuras compartilhadas por todos os grupos PET da UFPel.
O esmero foi evidenciado em alimentos saudáveis (frutas, sucos, pães integrais) e também guloseimas como bolos, biscoitos e salgadinhos. O destaque foi a contribuição do PET Engenharia Hídrica, que inovou na embalagem e conteúdo: água com e sem gás.
Na Pauta, entre muitos assuntos, a agenda de InterPET para o ano de 2017, o SulPET que ocorrerá entre 20 e 23 de abril em Florianópolis e o CENAPET, que ocorrerá em julho na Capital Federal.
Do PET Educação, presentes as bolsistas Érica Macleo, Gabriela Leal, Maiara Kringel, Priscila Borck, Rafaela Camargo e Tamires Goulart.


Qualificação do projeto de pesquisa: Angelina Monica Monteiro dos Santos

O PET Educação, com muita alegria e reconhecimento, convida a todos a se fazerem presentes na Qualificação do projeto de pesquisa intitulado Literatura Infantil Menor: afecções de um corpo em (des)leitura na escola, orientado pela Drª. Roselaine Albernaz e coorientado pelo Dr. Alberto d’Avila Coelho. Esta ocorrerá às 14 horas do dia 08 de março de 2017, na Sala: 323 B do IFSUL Pelotas.
A mestranda Angelina Monica Monteiro dos Santos, que estará diante da banca defendendo seus estudos e proposições integrou o grupo PET Educação entre 2013-2015 e, artualmewnte, é mestranda do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Educação e Tecnologias do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSUL- Campus Pelotas).
Parabéns, Angelina, por mais esta conquista!


3º Mediadores: encerramento

Na noite de quinta-feira, 16/02, a partir das 19 horas e na Livraria Vanguarda do Shopping Pelotas ocorreu o encerramento do 3º Curso Mediadores em Leitura Literária.
Na abertura da noite, a Diretora da Faculdade de Educação, Drª Mirela Meira, representando a Gestão Rogério e Mirela, anunciou sua satisfação pela presença do público.
Em sua fala de abertura, considerou o trabalho com a arte - a literatura integrada a esse campo - como a educação do sensível em cada um e, por isso, muito importante. Logo depois, desejou aos presentes, em nome da FaE/UFPel, a continuidade dos estudos em mediação literária como integrante da educação do sensível na escola.
A noite contou com a leitura de alguns contos inseridos na obra Contos para ler a três, que foi autofgrafado pela escritora de alguns deles, Cristia Rosa.
A equipe do GELL - Grupo de estudos em Leitura Literária da FaE/UFPel entregou os atestados de participação a todos que frequentaram os três dias anteriores do 3º Curso Mediadors em Leitura Literária, que ocorreram na Biblioteca da Escola Fernando Treptow econvidaram os presentres para o próximo, que ocorrerá em janeiro de 2018.
Destaque especial na noite foi a participação da turma do primeiro semeste da Pedagogia da aE, que, juntos, integraram-se aos demais participantes do evento e usufruírtam do espaço e do programa.
A Coordenadora do evento, Drª. Cristina Rosa, agradecee ao público que se fez presente e tornou mais intenso o verão de janeiro e fevereiro na Universidade e à Livraria Vanguarda, parceira do projeto.
Ao final, um caloroso "bate-papo" animou quem gosta de livros e de leitura, aproveitando o momento para estreitar laços e combinar mais alguns encontros em 2017.

Angelina Monica Monteiro dos Santos (2013-2015): depoimento


Sou Angelina Monica Monteiro dos Santos, petiana entre 2013-2015, hoje mestranda do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Educação e Tecnologias do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSUL- Campus Pelotas).
Defendo, no próximo mês de março (08/03/2017), meu projeto de dissertação intitulado Literatura Infantil Menor: afecções de um corpo em (des)leitura na escola, orientado pela Drª. Roselaine Albernaz e coorientado pelo Dr. Alberto d’Avila Coelho. O tema e a investigação nasceram de minha paixão pela leitura literária na escola que foi surgindo com as práticas junto ao PET Educação.
O PET desenvolve trabalhos integrando Pesquisa, Ensino e Extensão que repercutem na formação humana e profissional do petiano, bem como na comunidade acadêmica ao qual está inserido e, estando eu no PET Educação, observava isso, mas não com a importância e profundidade que posso atribuir hoje.
Penso ser o ideal, talvez utópico, que todos os alunos do curso de graduação pudessem ser petianos. Isso no sentido de que o PET nos possibilita um aprendizado prático orientado, junto à comunidade, nos favorecendo um melhor desenvolvimento do trabalho profissional tanto no dia a dia da sala de aula, no caso do PET Educação, quanto na continuação dos processos de aprendizagem na Academia.

Vou dizer em outras palavras: o trabalho discente desenvolvido junto a tutores faz a diferença na formação profissional da pessoa e deveria ser pensado para toda a comunidade acadêmica. Por estas razões afirmo que não posso dizer o que o PET foi para mim. Porque ele não foi, ele é presente em minha vida, muito mesmo.

SulPET em Floripa!!!


O PET Educação terá duas participantes no SulPET que ocorrerá entre os dias 20 a 23 de abril de 2017 na capital do estado de Santa Catariana.
Em breve, os títulos de seus trabalhos a serem apesentados representando os demias petianos.

Mais informções em:
https://www.facebook.com/XX-Sulpet-Floripa-302672883269501/
Para saber tudo sobre o evento, acesse o link oficial:
https://xxsulpet.wordpress.com/

Reunião PET Educação: 15/02/2017

Na reunião que ocorreu em 15/02/2017, o Grupo PET Educação desenvolveu o primeiro ponto da agenda acordada para o final do segundo semestre letivo de 2016 que, de acordo com o COCEPE/UFPel ocorrerá entre 06 de fevereiro a 25 de março de 2017.
As duas propostas, elaboradas e apresentadas pela tutora Drª Cristina Rosa foram iniciadas: Escrita de um artigo individual a ser publicado em uma revista digital – PetEducaçãoPublica – sobre as temáticas desenvolvidas nas pesquisas em 2016  e Atualização do Currículo Lattes.
O primeiro momento foi de Orientação sobre estrutura dos artigos a serem escritos. Um esquema foi organizado no quadro e, ponto a ponto, exposto pela Tutora às esrudanres que uderam sanar duvidas e acrescentar informações.

No segundo momento houve a atualização do Currículo Lattes da Erica Machado Leopoldo e da Rafaela Canez Camargo. Devido ao tempo, o grupo conseguiu apenas observar aspectos do currículo da Érica, ficando todos comprometidos a organizarem os seus a partir das orientações dadas a ela.

Monica Roxo (2009-2012): depoimento

Sou Mônica Roxo Correa, e para mim, ter sido petiana entre 2009 e 2012 foi algo maravilhoso. Ingressar no PET Educação me abriu portas e horizontes dentro da UFPel e, através dele, percebi a grandiosidade da Universidade em todas as suas instâncias.
Também foi possível firmar parcerias e contatos com pessoas de diversas áreas, outras universidades e cursos, ampliando o conhecimento adquirido dentro do curso de Pedagogia.
O PET foi fundamental na minha formação profissional, mas principalmente, na formação pessoal, onde pude evoluir e aprender sobre relações interpessoais. Ser petiana marcou minha jornada dentro da UFPel.
Atualmente, sou professora de Educação Infantil na rede pública minicipal em Pelotas, e coloco em prática os ensinamentos que obtive dentro do grupo através de troca de experiências com colegas.

Mediadores na RBS TV


Olá
O curso mediadores em leitura literária foi reportado no jornal do almoço de sábado, dia 11 de fevereiro.
Para assistir, clique em:
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/jornal-do-almoco/videos/t/edicoes/v/curso-em-pelotas-ensina-adultos-a-ler-para-criancas/5645304/


Nanin Loustau (2015): primeiro depoimento

Olá, sou Nanin Loustau Oyambure, estudante de Pedagogia na UNIFAP. Durante o ano de 2015 tive a honra de integrar o grupo PET Educação da FaE/UFPel. Ali, trabalhei e convivi com colegas e professoras formidáveis. Foram tempos muito prazerosos  e de incomensurável aprendizado. Na minha perspectiva, ser petiana é sinônimo de  distinção. É ter um perfil intelectível diferenciado. Haver pertencido ao grupo Pet ocasionou uma diferença significativa na minha vida social e acadêmica.
Atualmente estou vinculada à Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e atuo, em sala de aula, como monitora bolsista na disciplina Sociologia da Educação II. Ademais integro, na mesma instituição e com vínculo de iniciação científica, o GPCEM Grupo de Pesquisa Capital Social, Educação e Meio Ambiente.
 Agradeço a oportunidade de poder expor o quão relevante foi o Pet Educação no meu percurso dentro da academia.
Um abraço a todos!
Muitas saudades!

Estudantes Petianos: encontre seu nome aqui...

Olá Prisicila Souza Aguiar, Suélem Teixeira Silva, Raquel Schmalfuss dos Santos e demais estudantes de Pedagogia que integraram o PET Educação desde 01/09/2007! Estamos compondo uma "galeria de ex-petianos" e queremos convidar-te a escrever um depoimento para publicarmos neste BLOG.
Tu podes iniciar assim:
“Para mim, ter sido petiano foi...
Escreva. Mande uma foto. Diga onde estás estudando ou trabalhando. E apareça na sala do PET Educação. Nossas reuniões são às quartas-feiras, entre 9 e 11 horas da manhã. A seguir, a lista completa de todos que já foram bolsistas. Se teu nome não está aqui, reclame que te inserimos...

Amanda Pereira Ramos,
Ana Claudia de Pinho Amaral,
Andreia Lemos Souza,
Angelina Monica dos Santos,
Barbara Thoany de Souza Passos,
Bruna Iasmin Athaide de Campos,
Camila
Carla Feldens
Carla Rosana Silveira,
Cícera Marcelina Vieira,
Claudia Moraes dal Molin,
Crislaine Aniceto Jardim Brisolara,
Eliane Eckert
Elisangela Silva da Porciúncula,
Franciele Nunes Brisolara,
Glaucia Cabana Mashiba,
Jaíne Telles Quevedo,
Janaina Leivas Rodrigues,
Jaqueline Costa Rodrigues,
Juliano Mattos de Moraes,
Larissa Radmann Quintana,
Marilia de Almeida Caniela,
Michele Telles Baptista,
Monica Roxo Correa,
Nanin Loustau Oyambure,
Raquel Guterres Palma,
Roberta Bohns Tavares,
Rosangela Werner,
Samara Martins Munhoz,
Thaiany D’Ávila Rosa,
Valdirene Garcia.

Abraço
Cristina Rosa
Tutora PET Gestão 2016-2019



A respeito da palavra e significado de aluno...

Controverso e evidentemente interessante, o significado da palavra aluno vem sendo questionado por linguistas e por usuários, competentes ou não, de nossa língua portuguesa. Claudio Moreno[i] dedicou-se a uma pesquisa sobre o termo e nos apresenta, em pequeno artigo, suas conclusões, disponíveis em http://sualingua.com.br/2010/06/05/aluno/


Aluno
Claudio Moreno

Quem conhece os doze trabalhos de Hércules deve lembrar o quanto penou nosso herói para matar a Hidra de Lerna, uma monstruosa serpente de sete cabeças, todas elas dotadas de presas venenosíssimas. Parecia uma tarefa impossível, pois para cada cabeça cortada brotavam outras duas, novinhas em folha — e estariam se multiplicando até hoje, infinitamente, se Hércules não tivesse a ideia de cauterizar os pescoços decepados com a chama de uma tocha (para mais detalhes, sugiro uma volta aos Os Doze Trabalhos de Hércules, na versão genial de Monteiro Lobato). É a esta mesmíssima Hidra, aliás, que estamos nos referindo quando chamamos uma tarefa difícil de “bicho-de-sete-cabeças”.
Sempre me lembro dela e de suas cabeças renováveis quando vejo renascerem velhos mitos linguísticos que há muito foram sepultados. Confesso que alguns deles são realmente duros de matar! Apesar de transpassados pela espada da razão e pela lança da ciência, não é que volta e meia eles reaparecem para assombrar os cristãos? Pois um leitor de Santa Maria acaba de enviar um apelo para que eu o ajude a enterrar — se possível, de forma definitiva — aquela já tão desacreditada versão de que a palavra aluno carregaria consigo um sentido pejorativo. Mas de novo? Depois de tudo o que se escreveu sobre isso, alguém ainda insiste em defender uma tão rematada tolice? Acho que posso imaginar o desânimo de Hércules, ao ver as hediondas cabeças renascerem…
A palavra aluno vem do Latim alumnus (até aí morreu Neves), da família do verbo alere (“criar, alimentar”). Designa a criança que ainda precisa ser nutrida e cuidada — inicialmente no sentido do alimento físico, passando mais tarde ao sentido do alimento do espírito. Circula por aí — principalmente nos meios pedagógicos, o que é, no mínimo, curioso — a interpretação macarrônica de que a palavra viria, na verdade, da junção do prefixo privativo a- (“que não tem”) com o substantivo lumen (“luz”; corresponde ao nosso lume). Isso a tornaria uma palavra politicamente incorreta, ao sugerir que o estudante seria alguém que vive na treva, à espera da iluminação do professor — o que, dizem algumas vozes modernosas, descreve uma relação desigual, de cima para baixo, quando, na verdade, o professor e o estudante deveriam idealmente manter uma relação de colaboração, funcionando à semelhança dos dois pauzinhos que, atritados um contra o outro, acabam produzindo fogo. Como na Idade da Pedra.
Parece que voltamos aos tempos de Isidoro de Sevilha, dicionarista da Idade Média, que era mestre em torcer o bracinho da etimologia até que ela confessasse o que ele desejava ouvir. Como teólogo (depois santificado), via na “origem” das palavras a evidência das Escrituras; por exemplo, para ele, a morte (em Latim, mors) vem de morsus (“mordida”), pois o homem só passou a ser mortal depois da primeira mordida que o pai Adão deu na maçã… No caso de aluno, nota-se o mesmo desrespeito à realidade linguística para fins ideológicos. Não vou discutir aqui a concepção pedagógica que está por trás dessa interpretação forçada, com a qual não concordo, mas vou me ater exclusivamente à etimologia do termo. Já falamos nisso aqui nesta coluna: o prefixo privativo a- é do Grego (acéfalo, analfabeto, etc.), enquanto lumen é do Latim. É verdade que palavras modernas — amoral, televisão — podem ser formadas pela união de elementos de línguas diferentes, mas este não é o caso; em alumnus, vocábulo latino muito antigo, não existe prefixo algum, muito menos grego.
Para tentar pôr um fim a essa lengalenga, recomendo a leitura urgente de um valiosíssimo livrinho que todo pedagogo deveria incluir entre suas obras de referência: trata-se de um “dicionário etimológico para ensinar e aprender”, intitulado Oculto nas Palavras, de Luis Castello e Claudia Mársico, professores de Letras Clássicas da Universidade de Buenos Aires (traduzido aqui pela Editora Autêntica, de Belo Horizonte, em 2007).Ali encontrarão, bem explicada e fundamentada, a etimologia de uma centena e meia de palavras pertinentes ao ensino e à educação (como educar, orientar, adolescente, discípulo, tutor, mestre, etc.).
Tenho certeza de que os verbetes, que são muito completos e muito bem escritos, serão de grande utilidade para os estudiosos e pesquisadores da área, principalmente por colocarem uma pedra sobre o tão pernicioso “achismo” de nosso mundo acadêmico. A respeito de aluno, por exemplo, os autores começam dizendo, com serenidade e firmeza: “O termo foi, curiosamente, objeto de uma explicação etimológica disparatada (…). Aluno seria ‘o que não possui luz’, ‘o que está no escuro’, e que, portanto, busca ‘iluminar-se’ mediante o estudo. Essa explicação, decerto, não resiste à menor análise histórica ou linguística. E por aí eles vão.


[i] Cláudio Moreno. Professor, escritor e ensaísta brasileiro, do jardim de infância à universidade, estudou toda sua vida em escolas públicas e gratuitas, razão pela qual, sentindo-se em dívida para com aqueles que indiretamente custearam sua educação, resolveu criar e manter o site "Sua Língua", como uma pequena retribuição por aquilo que recebeu. Coordena, atualmente, a área de Língua Portuguesa em instituição privada de ensino médio de Porto Alegre. Escreve regularmente no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde mantém uma seção sobre Mitologia Clássica e outra sobre questões relativas à língua portuguesa.

Fevereiro e março de 2017: a agenda do PET Educação

Na reunião que ocorreu em 08/02/2017, o Grupo PET Educação acordou a agenda para o final do segundo semestre letivo de 2016 que, de acordo com o COCEPE/UFPel ocorrerá entre 06 de fevereiro a 25 de março de 2017.
As duas propostas, elaboradas e apresentadas pela tutora Drª Cristina Rosa foram aceitas: Escrever um artigo individual a ser publicado em uma revista digital – PetEducaçãoPublica – sobre as temáticas desenvolvidas nas pesquisas em 2016  e Atualizar o Currículo Lattes. A seguir, os dias e compromissos

Agenda:

15/02
ü    Orientação sobre estrutura dos artigos;
ü    Atualização do Currículo Lattes da Erica e da Rafaela Camargo;

22/02
ü    Apresentação oral dos temas/títulos de cada um dos artigos;
ü    Atualização do Currículo Lattes da Priscila e da Roberlânia;

01/03 Recesso

08/03
ü    Esclarecimentos acerca do resumo dos artigos;
ü    Atualização do Currículo Lattes da Gabriela e Tamires

15/03
ü    Esclarecimentos acerca do resumo em segunda língua dos artigos;
ü    Atualização do Currículo Lattes da Maiara e Rafaela Engrácio;

22/03
ü    Esclarecimentos acerca das referências e publicação dos artigos;
ü    Atualização do Currículo Lattes da Ieda e da Cinara;

29/03
ü    Leitura de todos os resumos dos artigos;
ü    Atualização do Currículo Lattes do Leonardo e da Tamires Machado

O período de recesso (25/03 a 23/04/2017) será de recesso das atividades presenciais do PET, permanecendo atividades distância (conclusões dos artigos), também acordadas em reunião.