PET se apresenta: Seminário da FaE


Nos dias 12 e 13 de setembro de 2018 ocorreu, na Faculdade de Educação da UFPel, o Seminário de Programas e Projetos da FaE. Organizado pela Direção da Faculdade e Coordenado pelo Diretor, Professor Rogério Würdig, o objetivo foi compartilhar estudos e demais atividades docentes, bem como mapear campos de atuação no que diz respeito ao Ensino, à Pesquisa e à Extensão. A ideia como uma das estratégias para desencadear a discussão e formulação do PDU – Plano de Desenvolvimento da Unidade.
O PET Educação foi representado pela Tutora, Professora Cristina Rosa que apresentou o programa e suas realizações mais recentes.

Programação:
19 horas: Abertura - Comissão do PDU
Diálogos com memórias: os percursos da FaE com Prof.ª Ceres Torres e Prof.ª Maria Manuela Alves Garcia.

19:30: Apresentação dos Programas PIBID, LAM, PET-GAPE, PET-Educação, CEPE e CEDOC.

20:30: Apresentação dos Projetos
Professores Alvaro Luiz Moreira Hypolito, Aline Accorssi, Ana Ruth Moresco Miranda, Lourdes Maria Bragagnolo Frison, Analisa Zorzi, Madalena Klein e Cristina Maria Rosa.

Apresentação dos Projetos
13 de setembro de 2018: Prof.ª Carla Gonçalves Rodrigues, Eduardo Arriada, Caroline Terra de Oliveira, Giana Lange do Amaral, Gilceane Caetano Porto, Jarbas Santos Vieira, Edson Ponick, Jovino Pizzi, Gilsenira de Alcino Rangel, Márcia Alves da Silva, Helenara Plaszewski, Richele Timm Passos da Silva, Lígia Cardoso Carlos  

15:30 Intervalo
15:45 Apresentação dos Projetos dos professores Rose Adriana Andrade de Miranda, Rita de Cássia Tavares Medeiros, Dirlei de Azambuja Pereira, Maria Cecilia Lorea Leite, Lui Nörnberg, Maria das Graças Carvalho da Silva Medeiros Gonçalves Pinto, Patrícia Weiduschadt, Marta Nörnberg, Mauro Augusto Burkert Del Pino, Mirela Ribeiro Meira, Rogério Costa Würdig, Neiva Afonso Oliveira e Valdelaine da Rosa Mendes.

Créditos:
O que: Seminário de Programas e Projetos da FaE.
Quando: 12 e 13 de setembro de 2018.
Onde: Auditório do CEHUS.
Hora: 19, no dia 12 e 14:30 no dia 13.

Alfabetizando nos Anos iniciais do Ensino Fundamental: Ensinar o que aprendemos


De 27 de agosto a 28 de setembro o PÈT Educação está desenvolvendo o II Curso de Alfabetização do PET Educação. Com o tema “Alfabetizando nos Anos iniciais do Ensino Fundamental: Ensinar o que aprendemos”, o foco foi publicizar as experiências que estudantes recém saídos do estágio acadêmico de final de licenciatura puderam experienciar.
Destinado a Estudantes da UFPel, professoras de escolas interessado em geral, o curso recebeu o interesse de 147 pessoas. No local desatinado a ele, no entanto, apernas 60 pessoas puderam ouvir e participar das palestras. Em função disso, o PET Educação está considerando a possibilidade de reeditar o curso ainda em 2018. Os temas abordados foram:
1.   Alfabetização Literária: bebês seus modos de ler, por Cristina Maria Rosa;
2.   A alfabetização no 1º Ano do Ensino Fundamental, por Priscila Brock;
3.   A alfabetização no 3º Ano Ensino Fundamental, por Tamires Goulart;
4.   A alfabetização no 2º ano do Ensino Fundamental, por Gabriela Leal;
5.   Alfabetização científica em um 9º Ano do Ensino Fundamental, por Carina Peraça;
6.   A alfabetização no 1º ano do Ensino Fundamental, por Maiara Kringel;
7.   Alfabetização Literária: a formação de um mediador, por Leonardo Capra.
O encerramento, que ocorrerá no dia 28/09, entre as 167 e as 19 horas, contará com Leitura dos contos infantis de JSLN pelo GELL, entrega dos atestados aos ouvintes que participaram no mínimo de 75% do curso e Café da tarde. O PET Educação agradece o interesse da comunidade acadêmica e aos demais participantes do Curso.
Créditos|:
II Curso de Alfabetização do PET Educação.
Tema: Alfabetizando nos Anos iniciais do Ensino Fundamental: Ensinar o que aprendemos.
Coordenação Pedagógica: Drª. Cristina Maria Rosa
Colaboração: GELL e Sala de Leitura Erico Verissimo.
Equipe: Alessandra Steilmann, Cinara Postringer, Cláudia Sousa, Fernanda Vieira, Gabriela Leal Ieda Kurtz, Leonardo Capra, Maiara Kringel, Paula Penteado, Priscila Brock, Rafaela Camargo e Tamires Goulart.
Pelotas, agosto, setembro e outubro de 2018.
Carga Horária: 60 Horas/aula

Interpet de Agosto: PET Educação presente!

Ocorreu neste sábado, dia 25 de agosto, mais um InterPET. Organizado pelo PET Artes, o evento contou com parte considerável dos grupos Pet da UFPel.
Na pauta, entre outros pontos, a apresentação do único trabalho científico que os grupos PET da UFPel enviaram ao ENAPET, em Campinas, SP, em 2018: PERFIL SOCIAL, CULTURAL, RACIAL E DE GÊNERO DOS ESTUDANTES DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL NA UFPEL, trabalho de pesquisa desenvolvido entre 2017 e 2018 pelo estudante de Pedagogia e bolsista PET Educação, Leonardo Capra. A seguir, o resumo enviado ao EnaPET, cujo texto originou a  apresentação de Leonardo em PowerPoint no InterPET de agosto.

PERFIL SOCIAL, CULTURAL, RACIAL E DE GÊNERO DOS ESTUDANTES DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL NA UFPEL – Projeto de Pesquisa 2018/2019 –
Leonardo Capra[1]; Tiago Rosário[2]; Cristina Maria Rosa[3].
PET Educação, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, Rio Grande do Sul.
EIXO TEMÁTICO: Unidos pela Educação

Resumo: Objetivando conhecer aspectos sociais, culturais, raciais e de gênero e circunscrever possíveis dificuldades que estudantes encontram após entrar no Programa de Educação Tutorial na Universidade Federal de Pelotas, o PET/Educação desenvolve, desde maio de 2018, a pesquisa intitulada Perfil social, cultural, racial e de gênero do estudante PET UFPel. O corpusda investigação é o grupo de 192 estudantes – bolsistas e não bolsistas – que, em 2018, integram os quinze grupos PET na Instituição, a saber, os Grupos PET Agronomia, Arquitetura, Artes Visuais, Computação, Conexão de Saberes-Diversidade e Tolerância, Conservação e Restauro, Educação Física, Engenharia Hídrica, Física, Grupo Ação e Pesquisa em Educação Popular, Meteorologia, Odontologia, Fronteiras-Saberes e Práticas Populares e, também, o PET Educação.As referências teóricas da pesquisa – de cunho qualitativo – podem ser encontradas em estudos que indicam que, nas últimas décadas, a educação superior brasileira foi marcada por forte expansão quanto ao número de instituições, cursos, vagas, ingressantes, matrículas e concluintes em sintonia com as políticas globais de inclusão social, de acordo com Ristoff (2014). Além disso, conclusões de Pizzinato, Hamann, Tedesco e Jalmusny(2017) indicam que, mesmo no ensino superior, há marcas de racismo, sexismo e xenofobia entre os estudantes e seus pares, o que motiva estudos mais aprofundados. Por sua vez, Lima (2010) considera que as fortes desigualdades que marcam a estrutura social brasileira e que ganham contornos mais rígidos quando se inclui o recorte racial, são elementos importantes para que o debate sobre ações afirmativas se consolide no Brasil. Exequível, uma vez que parte considerável dos dados foi coletada  – 93,75% dos informantes já responderam ao instrumento – a pesquisa, que tem como prazo final o ano de 2019, se justifica, ainda, por seu caráter de ineditismo e relevância.
Palavras – chave
Perfil social, cultural, racial e de gênero; Estudante no ensino superior; Auto declaração.

Introdução
O Programa de Educação Tutorial orienta-se pela tríade ensino, pesquisa e extensão e direciona suas ações para a educação e a formação social do universitário, seja na sala de aula, ou fora dela.Através dos planos de trabalho reelaborados ano a ano, cada Grupo que integra o Programa de Educação Tutorial na UFPel desenvolve ações que podem e devem contribuir para a formação de um cidadão crítico, informado e consciente da realidade social na qual vai atuar após os estudos de graduação. Para isso, o PET tem como um de seus objetivos “estabelecer o impacto e a qualidade das ações do grupo na comunidade acadêmica, na população como um todo e na formação do bolsista” (MOB, 2002, p.19). Participando de eventos e dialogando com outros estudantes integrantes do Programa, questões passaram a nos intrigar, entre elas: há um perfil esperado de estudantes que compõem os grupos PET na UFPel? Se sim, qual seria? Como esses estudantes manifestam suas posições políticas? O que entendem por cultura e profissionalização? Quais suas crenças quando a questões de gênero e políticas de cotas étnicas? Como se relacionam com estudantes que possuem concepções opostas ou até mesmo contrárias? Seria possível averiguar o quanto questões regionais, econômicas, de gênero, sexuais e sociais impactam os relacionamentos nos grupos?Uma alternativa para responder a esta problemática foi elaborar uma pesquisa com questões que observassem os aspectos mais relevantes e, assim, possibilitasse conhecer, em cada um dos grupos, diferenças e semelhanças entre estudantes. Uma pesquisa desse cunho – qualitativa e fundada em autodeclaração – tem como foco garantir a fidedignidade dos dados recolhidos. Para Rosa (2017) ser fidedigno em pesquisa é “ser capaz de expressar o que se os dados revelam” permitindo que os estudantes bolsistas percebam a íntima ligação entre as suas respostas e o seu cotidiano. Outro elemento importante é o esclarecimento, aos interlocutores, dos objetivos da coleta de dados e da publicização de seus resultados, o que pode ampliar e incentivar a participação de um maior grupo de estudantes, especialmente no espaço destinado a avaliar o instrumento. Ao ser capaz de revelar, a si mesmo e aos demais, as informações que, em entrevistas, questionários e observações representem o retrato de um tempo, o pesquisador, “mesmo que discorde de resultados de pesquisas a partir de evidências que os dados revelam” (ROSA, 2017), está em busca da fidedignidade.

Metodologia
De cunho qualitativo, a metodologia adotada foi integrada por três ações: estudo– criação das condições de pesquisa –, experimento ou realização dos procedimentos de investigação e reflexão, composta por análise, avaliação e divulgação dos dados. Baseia-se nas concepções do Manual de Pesquisa Qualitativa (LINHARES, 2014) que tem como princípio que “o ser humano não é passivo, mas sim interpreta o mundo em que vive continuamente (...) valorizando assim cada um pela sua diferença, não tratando o homem como objeto, mas sim, como humano que é”. A pesquisa qualitativa, de acordo com Minayo (2011), é aquela em que “num trabalho de campo profícuo, o pesquisador vai construindo um relato composto por depoimentos pessoais e visões subjetivas dos interlocutores, em que as falas de uns se acrescentam às dos outros e se compõem com ou se contrapõem às observações”. Para Silva & Silva (2013), “é crescente a tendência de se interpretar a realidade como uma rede de significações, o que tem conduzido a abordagem qualitativa a trilhar novos caminhos epistemológicos e metodológicos”. Para as autoras, considerar os fenômenos a partir da complexidade na interação de pessoas implica em compreender, como essencial ao pesquisador, o processo de significação entre indivíduos e instituições, ideias, objetos ou situações vivenciadas. A fonte inspiradora para a pesquisa foram os temas propostos pelos GDTs no SulPET 2018. Nele, declarações como a da estudante do PET Farmácia/UFPR – única negra de seu grupo – capturaram nossa curiosidade. Quanto à formação do corpus – tamanho, representatividade e relevância do grupo de informantes e questões a serem capturadas nas relações de pesquisa com estes – a investigação pautou-se pelo desejo de conhecer o que pensam todos os estudantes que estão integrados aos grupos PET da UFPel, no ano de 2018. O grupo de vinte questões e suas múltiplas possibilidades de respostas buscou ser representativo o bastante para oportunizar o traçado de perfis a partir de aspectos sociais, culturais, raciais e de gênero. Importante referir,ainda, que todas as questões presentes no questionário foram de múltipla escolha e nenhum estudante precisou se identificar para respondê-lo e, além das demais possibilidades de respostas, havia, ao final de cada pergunta, as seguintes opções: “Não mensurado nas opções acima” e “Prefiro não declarar”. Os procedimentos para a realização da pesquisa foram: 1) Elaboração de um questionário indicador de tendências em quatro campos: social, cultural, racial e de Gênero que foi submetido à orientação; 2) Elaboração do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido; 3) Submissão à leitura e compreensão das questões a um grupo PET, para observar a necessidade de esclarecimento de uma ou mais questões; 4) Levantamento de informações para delimitação do corpus da pesquisa; 5) Agendamento das reuniões para preenchimento dos questionários; 6) Reuniões com os grupos, entre os dias 08 de junho e 04 de julho de 2018; 7) Organização dos dados; 8) Análise e elaboração das conclusões; 9) Comunicação em eventos.

Resultados e Discussão
A proposição da pesquisa Perfil social, cultural, racial e de gênero dos estudantes do Programa de Educação Tutorial na UFPel surgiu a partir de uma participação em um evento de cunho regional – o SULPET 2018. Outro argumento para sua viabilidade foi o ineditismo do tema: em nenhum momento anterior os grupos foram investigados como um único corpus.As questões que integraram o questionário foram: 1) Está no PET há quanto tempo?; 2) Qual tua renda familiar?; 3) Como te consideras levando em conta Classes Econômicas?; 4) Como avalia o valor da bolsa PET; 5) Acreditas que no PET existam preconceitos de ordem econômica?; 6) Você é advindo de qual região do país?; 7) Acreditas que na seleção exista algum tipo de preferência por estudantes de determinada região?; 8) No seu PET existem pessoas de quantas regiões do país?; 9) Como tu se consideras sexualmente?; 10) Acreditas que dentro do PET possa expressar tua sexualidade livremente?; 11) Seu Pet desenvolve algum tipo de atividade que problematize gênero ou sexualidade? 12) Como te consideras dentro das opções raciais; 13) Quantos estudantes se declaram negros pardos ou indígenas no teu Pet; 14) No teu Pet existem ações afirmativas raciais?; 15) Qual tua posição quanto Cotas no Pet?; 16) O que pensas sobre literatura?; 17) Praticas literatura com que intencionalidade?; 18) De quais eventos PET você participa?; 19) Acreditas que os fatores elencados pela pesquisa impedem sua participação em alguma instância?; 20) Como avalias esta pesquisa? Entre os primeiros resultados, a composição do corpus: quinze grupos compostos por doze bolsistas cada – 180 estudantes – e doze voluntários distribuídos no PET Arquitetura e Urbanismo, Agronomia, Saberes e Conexões, Educação Física e Engenharia Agrícola. Assim, totalizou 192 o total de estudantes envolvidos na investigação como possíveis entrevistados. Pude observar que, entre os bolsistas do programa na Universidade Federal de Pelotas, 110 são mulheres (57,29%) e 70 ou 36,45% são homens. Entre os estudantes voluntários, a maioria também constitui-se de mulheres.Outro dos resultados foi a adesão à pesquisa de todos os presentes nas reuniões. Antes de iniciar o processo, todos foram convidados a preencher o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, autorizando o uso dos dados da pesquisa para fins
científicos.

Conclusões
As primeira conclusões da pesquisa Perfil social, cultural, racial e de gênero dos estudantes do Programa de Educação Tutorial na UFPel, foram exitosas: ao longo de 28 dias 14 dos 15 grupos foram visitados, totalizando 180 estudantes entrevistados. O último grupo será visitado ainda em julho, para a complementação dos dados. A aproximação do pesquisador com os estudantes que compõem os grupos foi bastante profícua, alcançando um dos objetivos inicias da proposta. Como conclusão temporária, percebe-se que a pesquisa foi bem aceita pelos estudantes e tutores. Entre as observações e elogios recebidos destaco: “Espero que traga resultados de volta, excelente ideia!”; “Escolaridade de pai e mãe também seria uma perspectiva importante...”; “Ela é quantitativa ou qualitativa?”; “Arrasou!”. Houve também uma demanda dos tutores para que uma pesquisa similar adaptada aos docentes seja desencadeada. Essa profusão de bons resultados incentivou-nos a publicar análises e dados no Blog https://peteducacao.blogspot.com/, além de fazer, em um próximo InterPET, uma explanação dos passos conquistados e um agradecimento pela adesão dos estudantes à pesquisa.Em breve, parte dos dados será divulgada, com reflexões teóricas que podem contribuir para entender resultados obtidos. O norte será dado pelo Manual de Pesquisa Qualitativa (LINHARES, 2014), que prevê que a “análise de conteúdo é uma técnica de tratamento de dados coletados, que visa à interpretação de material de caráter qualitativo, assegurando uma descrição objetiva, sistemática e com a riqueza manifesta no momento da coleta dos mesmos”.

Referências:
AUGUSTO, Cleiciele Albuquerque; SOUZA, José Paulo de; DELLAGNELO, Eloise Livramento e CARIO, Silvio Ferraz. Pesquisa Qualitativa: rigor metodológico no tratamento da teoria dos custos de transação em artigos apresentados nos congressos da Sober (2007-2011). Revista de Economia e Sociologia Rural. 2013. Vol.51, Nº.4, pp.745-764. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010320032013000400007&script=sci_abstract &tlng=pt. 
LIMA, Márcia. Desigualdades raciais e políticas públicas: ações afirmativas no governo Lula. Novos estudos. CEBRAP Nº. 87. São Paulo, Julho de 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002010000200005.
LINHARES, Elaine de A. Guerra. Manual da Pesquisa Qualitativa. Grupo Ânima Educação Editora, Belo Horizonte, 2014. Disponível em: file:///C:/Users/leona/Downloads/manual_quali.pdf.
MANUAL DE ORIENTAÇÕES BÁSICAS PET. Ministério da Educação. Brasil, 2002. Disponível em:http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/PETmanual.pdf.
MINAYO, Maria C de Souza.Análise qualitativa: teoria, passos e fidedignidade. Rio de Janeiro, RJ, Setembro de 2011. Disponível em: https://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S1413-81232012000300007&script=sci_arttext&tlng=en
PIZZINATO, A.; HAMANN, C.; TEDESCO, P.; JALMUSNY, Y. Aspectos étnico‑raciais e de gênero na inserção universitária de jovens africanas no Brasil. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v22n70/1809-449X-rbedu-22-70-00732.pdf
RISTOFF, Dilvo. O novo perfil do campus brasileiro: uma análise do perfil socioeconômico do estudante de graduação. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/aval/v19n3/10.pdf
ROSA, Cristina Maria. Fidedignidade: uma questão de pesquisa. Alfabeto à Parte. 08 de Agosto de 2017. Disponível em: <http://crisalfabetoaparte.blogspot.com.br/2017/08/fidedignidade-uma-questao-de-pesquisa.html> Acesso em: 29.06.2018.
SILVA, Thaysa Danyella Lira da & SILVA, Edcleide Maria Da. Mas o que é mesmo Corpus? Alguns Apontamentos sobre a Construção de Corpo de Pesquisa nos Estudos em Administração, Disponível em: http://www.anpad.org.br/admin/pdf/2013_EnANPAD_EPQ1021.pdf


[1]Estudante bolsista do Grupo PET “Educação”. Discente da Licenciatura em Pedagogia da FaE/UFPel.
[2]Colaborador. Discente no Curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de Pelotas.
[3]Tutora do Grupo PET “Educação” e Docente do Departamento De Ensino da FaE/UFPel.

Eu sou pesquisador!


Por que defender o sistema público de financiamento de pesquisa? Por que, além de estudar gratuitamente nas Universidades Públicas, estudantes são financiados por editais e programas de Pesquisa no Brasil?
Buscando entender e, mais que isso, defender a necessidade da formação de sujeitos pensantes, inteligentes, críticos, criativos e voltados ao bem comum, decidimos colaborar com a coluna do Repórter Tulio Milman, que convidou pesquisadores apoiados pela CAPES a divulgar seus temas de pesquisa e a importância desses para a sociedade.

Nossas pesquisas:
Convidados a responder ao convite, um grupo de estudantes vinculados ao GELL e financiados pelo Programa de Educação tutorial (PET Educação), respondeu. A seguir, seus textos, todos encaminhados ao email indicado na matéria em Zero Hora de quarta-feira, dia 08 de agosto de 2018.

1.   Pesquiso o Perfil social, cultural, racial e de gênero de um grupo de estudantes que, como eu, são bolsistas na UFPel. Intenciono conhecer se estes encontram impedimentos em suas vidas estudantis por serem como são. O grupo estudado é composto por 192 estudantes bolsistas do Programa de Educação Tutorial na UFPel que, ao revelarem diferentes formas de pensar, agir e conviver, informa sobre as políticas de ingresso (cotas, entre elas) e permanência (bolsas de estudo e relações entre pares, entre outras) nas Universidades Públicas de nosso país. LEONARDO CAPRA – Bolsista GELL/PET/MEC;
2.   Tenho investigado práticas de leitura de estudantes universitários. O objetivo é traçar um perfil do estudante de Pedagogia da UFPel. A pesquisa considera todos os estudantes que, desde 2017, ingressaram na Licenciatura e me interessa saber o que leem, quando e com qual motivação além de conhecer quais seus autores e gêneros prediletos. Com os resultados evidenciados pela pesquisa abrem-se possibilidades de mobilização dos professores formadores com a finalidade de intervir e incentivar a leitura e assim qualificar as práticas docentes de futuros professores. IEDA KURTZ – Bolsista GELL/PET/MEC
3.   Pesquiso o impacto da leitura literária – através de ações organizadas e frequentes –para um grupo de crianças que frequentam o 3º ano do Ensino Fundamental em uma escola pública na periferia urbana de Pelotas.  O foco é a apresentação de autores gaúchos e obras literárias importantes para o repertório cultural dos meninos e meninas que ali estudam, além da formação do hábito da leitura. CLÁUDIA SOUSA – Bolsista GELL/PET/MEC;
4.   Intenciono conhecer o Repertório – prévio e adquirido de leituras literárias e científicas entre estudantes da Pedagogia, futuros professores. Por atuarem na sociedade com crianças desde tenra idade, sua formação como leitores e mediadores é fundamental. A pesquisa visa indicar qualidades e deficiência na formação e oportunizar interferências por parte da instituição (Faculdade de Educação/UFPel) no que tange à qualificação na formação. PAULA PENTEADO – Bolsista GELL/PET/MEC;
5. Pesquiso o impacto de Micropolíticas de Leitura desenvolvidas na Sala de Leitura Érico Veríssimo, localizada no Museu do Doce (Casarão 8 que se localiza no centro histórico da cidade de Pelotas). Através da divulgação em mídias eletrônicas, registro de presenças e instrumentos de avaliação qualitativa, observo se essas políticas atingem públicos diversificados e significativos em termos conceituais e numéricos. CINARA POSTRINGER - Bolsista GELL/PET/MEC;

6. Pesquisamos aspectos relacionados à Inclusão Escolar, em especial, histórias de vida de pessoas com deficiência, como desconstruir a ideia de que incluir é difícil e distante, qual o papel da professora da sala de recursos, relações possíveis entre colegas típico e com necessidades específicas, como avaliar inclusivamente, o ensino da matemática para pessoas com deficiência e como ocorre a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Importantes para a sociedade como um todo, os resultados tem sido divulgados em eventos científicos (seminários, congressos, palestras). Gabriela Leal, Maiara Kringel, Priscila Barbosa e Tamires Goulart – Bolsistas PET Educação/MEC.

Ainda dá tempo: envie o teu resumo e defenda a premência de mais e mais incentivos à pesquisa nas Universidades do país. E leia os textos já publicados. Eles são interessantíssimos! O endereço para envio de teu resumo é: informe.especial@zerohora.com



Docência Compartilhada na Pedagogia

Docência Compartilhada na Pedagogia: um dos passos na formação do educador
Na última semana de julho de 2018 ocorreu, com muito êxito, o Seminário de Práticas Educativas: Estágio em Docência.
Coordenado por um grupo de professores orientadores de estágio, desenvolveu-se nas tardes de 23 a 2/07, entre às 14 e às 18 horas.

A dinâmica para a preparação e desenvolvimento do seminário orientou-se pelos seguintes passos:
1. Elaboração de um artigo científico a partir da escolha de um aspecto destacado pelo estudante e seu orientador durante a realização o estágio;
2. Apresentação do artigo elaborado, em PowerPoint e por trinta minutos, ao público presente;
3. Diálogo do público com o estudante apresentador, sobre o trabalho realizado.
Ao fim da cada apresentação, os estudantes presentes puderam ouvir pareceres de professores e colegas sobre seu trabalho, além de responder a perguntas relativas a algum aspecto de seu estágio. 

Estágio: o que é isso?
O estágio em docência integra as disciplinas obrigatórias do currículo e ocorre no 9º semestre da Licenciatura em Pedagogia. É durante seu desenvolvimento que as estudantes colocam em prática seus modos de planejar e desenvolver o ensino da leitura e da escrita, além de outros conhecimentos, na escola e com crianças, prioritariamente.
O estágio é planejado e desenvolvido sob orientação de docentes, considera o público a quem se destina, ocorre sempre em escolas publicas das redes – municipal ou estadual de ensino – e busca qualificar as estudantes para o trabalho com diferentes públicos: bebês, crianças ou jovens e adultos.
Datas e personagens
Foi entre os dias 23 e 27 de julho que as estudantes Gabriela Leal, Maiara Kringel, Priscila Brock, Rafaela Camargo e Tamires Goulart – integrantes do Programa de Educação Tutorial (PET Educação) participaram do Seminário de Práticas Educativas: Estágio em Docência, como palestrantes. Aberto ao público, o Seminário ocorreu em um dos auditórios da Biblioteca do CCHS, situado na Rua Alberto Rosa, em frente à FaE/UFPel.
Temas:
Os temas, inseridos nos títulos dos trabalhos apresentados pelas estudantes formandas se encontram aqui, listados por ordem alfabética:
1.                  A dificuldade na desconstrução da concepção tradicional de ensino, pela estudante Tamires Goulart;
2.                  A heterogeneidade de níveis da escrita em uma turma de 3° ano: desafios e estratégias, pela estudante Maiara Kringel;
3.                  A influência da indisciplina nas relações educacionais, pela estudante Rafaela Camargo;
4.                  Disciplina e Multirrepetência em um 3º ano do ensino fundamental com uma perspectiva inclusiva, pela estudante Gabriela Leal;

5.                  Práticas Pedagógicas: intervenções desenvolvidas na perspectiva de igualdade de gêneros no 1º ano do ensino fundamental, pela estudante Priscila Brock.

Parabéns do PET
O PET Educação parabeniza suas bolsistas pelo bom desempenho no evento e reitera aos demais estudantes o quanto esses ritos são relevantes passos para a formação do professor. Pensar, planejar, executar, avaliar e disponibilizar saberes garante o caráter publico - de todos, para todos - da Univesidade e promove a ciência.