Projetos de Pesquisa 2022

2022: Projetos de pesquisa PET Educação

Cristina Maria Rosa


Em 2022, o grupo formado por 12 estudantes da Licenciatura em Pedagogia que estão no PET Educação como bolsistas, irão desenvolver pesquisas a serem compartilhadas na SIIEPE – Semana Integrada de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPel.

Orientados pela Tutora, Drª Cristina Maria Rosa, os temas foram definidos durante o mês de março e agora, em abril, ocorreu a escrita das propostas em forma de resumo (em torno de dez linhas com apresentação do tema, objetivos e metodologia). Hoje, 25 de abril, damos início à publicação destes resumos aqui no Blog do PET.

Acompanhe as produções e confira cada uma delas na SIIEPE 2022!


1. O olhar investigativo da Rafaela e os direitos das crianças...

Orientada a conhecer acervos, Rafaela optou por se integrar aos estudos em dois acervos existentes na UFPel: um pequeno, inserido na Sala de Leitura Erico Verissimo e outro abrigado na Biblioteca do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFPel. O tema e o formato da investigação foi acordado com a orientadora em março e, já em maio, terá início a leitura das obras. A seguir, o resumo organizado pela Rafaela: 


Direitos das crianças em obras literárias: um estudo no acervo da Sala de Leitura Erico Verissimo e na Biblioteca do CSHS

Rafaela Strelow

Orientadora Drª. Cristina Maria Rosa

 

No estudo proponho conhecer, descrever e analisar o grupo de obras literárias para a infância existente no espaço destinado à Faculdade de Educação na Biblioteca do CSHS/UFPel e na Sala de Leitura Erico Verissimo (FaE/UFPel). Integrada à pesquisa de Pós-Doutoramento da Professora Drª. Cristina Maria Rosa, o foco é compor o rol de obras que subsidiam a formação de docentes em três instituições (UFRGS, UFSC e UFPel) e, de maneira explícita ou implícita, tratem de personagens e/ou enredos vinculados aos direitos das crianças pautados no Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA. A orientação teórica e metodológica será dada pela docente com o apoio do grupo de pesquisa Educação e Infância, com foco em Violências, Gênero e Direitos das crianças, da Drª. Patrícia De Moraes Lima (UFSC) e da Linha de Pesquisa Educação, Sexualidade e Relações de Gênero (FACED/UFRGS), sob a supervisão da Drª. Jane Felipe, pesquisadora no Eixo Temático Infâncias, Gênero e Sexualidade. Como procedimento metodológico vou listar as obras existentes nos dois acervos, ler todas, selecionar as mais relevantes no que tange aos temas das linhas de pesquisa e analisá-las criticamente. A análise documental é preponderante para a configuração de um rol de obras a serem acionadas na formação de professores, bibliotecários e gestores escolares.

Palavras-chave: Infâncias; Literatura; Acervos literários; Formação de professores; Direitos das crianças; Gênero; Sexualidade; Violências.

 

Leitura: um fenômeno em quatro dimensões

 


Leitura

Cristina Maria Rosa

Resumo: A leitura é um fenômeno que ocorre em quatro dimensões: anterior, concomitante e posterior ao ato de decodificar e que produz a quarta dimensão, a inventiva. Produzida pelo sentido profundo do ler o escrito, a dimensão inventiva é mais difícil de ser observada, mas oferece indícios quando das comunicações orais ou escritas por seus usuários.


Leitura: um fenômeno em quatro dimensões

Entendida como um fenômeno que extrapola os sujeitos em relação – autor, leitor e texto –, a leitura pode ser descrita como não restrita ao ato de decodificar letras, sílabas e construções frasais utilizados em gêneros textuais dos mais diversos tipos. Pode, ainda, ser conceituada como não circunscrita ao ato de relacionar sons e sinais gráficos inventados historicamente pela humanidade, produzindo compreensão, interpretação, conotação ou suposição de intenções.

A leitura antecede a primeira relação preconizada na escola – compreender o sistema alfabético, suas regras e manifestações. E, por isso, é um fenômeno, não apenas uma habilidade.

Ao nascer em uma sociedade leitora, cada humano recebe, desta e como herança cultural a ser apreendida – incorporada, acentuada, ampliada ou simplesmente ignorada e até rejeitada –, um rol de saberes sobre o que é, qual a importância e função da escrita e como é possível conhecê-la e utilizá-la. Assim, pode ser entendida como um fenômeno cultural que ocorre no tempo – na história de cada de leitor – e no espaço geográfico, mas, também social, para o qual concorrem muitos elementos.

Antes, durante, depois e...

A leitura é um fenômeno anterior à compreensão do sistema de escrita alfabético justamente pelos saberes que circulam acerca do valor social da leitura. Assim, é possível afirmar que é uma faculdade a ser adquirida. E é uma capacidade que ocorre processualmente, por toda a vida que antecede o conhecimento de letras e suas combinações. Posso afirmar que esses saberes prévios antecipam, aprimorando ou prejudicando a compreensão do sistema alfabético.

A leitura é um fenômeno concomitante à compreensão do sistema de escrita alfabético exatamente por que, enquanto se lê é que ocorre a compreensão da escrita em si, seu valor gramatical, gráfico, correspondente, representativo, posicional e conceitual. Conhecer e compreender o sistema de escrita alfabética é condição para a leitura, mas não se restringe a ela.

A leitura é um fenômeno posterior, pelo poder que possui de reverberar sentidos e significados na vida do leitor.

A quarta dimensão: 

E é um fenômeno que produz uma dimensão imensurável – a inventiva – quando do contato com a escrita literária, uma vez que esta agrega ao produto da escrita convencional, o valor da arte do escrito. Para Arthur Schopenhauer, “a experiência pessoal é a condição indispensável, necessária para a compreensão tanto da poesia quanto da história, pois é, por assim dizer, o dicionário da língua falada por ambas” (Metafísica do Belo. UNESP, 2003, p. 205).

23 de abril: Dia Mundial do Livro

 

Livros pra que te quero

Paloma Evelise Wiegand

 

Após a invenção da escrita, passamos a compartilhar descobertas de forma registrada, dando origem ao que hoje chamamos de livro. E, por meio deste, as gerações se conectam e a sociedade evolui. Mas, além de um artefato de potencial estimulante para o cérebro, que ativa capacidades cognitivas e gera conhecimento, o livro é também um passaporte para entrar em contato consigo mesmo, com outros mundos, histórias e vidas.

Embora poucas pessoas tivessem condições e até mesmo autorização para ler um livro antigamente, o acesso a ele foi se tornando muito mais fácil ao longo do tempo, estando presente nas casas, bibliotecas, sebos e disponível até mesmo de forma on-line. Contudo, uma pesquisa publicada em 2020 aponta que o número de leitores brasileiros vem caindo e tende a decrescer ainda mais – de 2015 para 2019 a queda foi de 4%. Segundo a reportagem, os não leitores (pessoas com mais de 5 anos de idade, que não leram um livro nos últimos três meses – nem mesmo em parte), representam cerca de 93 milhões de um total de 193 milhões de brasileiros, ou seja, 48% da população.

O que leva nosso país a perder tantos leitores assim? De acordo com a coordenadora da pesquisa, Zoara Failla, “a internet e as redes sociais são razões para a queda no percentual de leitores, sobretudo entre as camadas mais ricas e com ensino superior”. A justificativa para tal acontecimento é que o tempo livre das pessoas tem sido preenchido não com a leitura de literatura, mas com a navegação em redes sociais.

Não é novidade que a internet tenha revolucionado o mundo e ganhado cada vez mais espaço no nosso dia a dia, facilitando a comunicação e oferecendo entretenimento. Eu pergunto: até que ponto o mundo virtual agrega em nossa vida?

A nova geração de leitores

E aqui, viramos a chave da história...

Pesquisa mais recente relata que a pandemia “fez com que a população de todo o mundo passasse por experiências de isolamento e distanciamento social. Para muitas pessoas, os grandes companheiros durante estes momentos foram os livros”. Existem leitores entrando no universo virtual justamente para incentivar a leitura literária. Eles podem ser encontrados em diversos sites e plataformas, mas os mais famosos são os “booktubers”, “bookstans”, e “booktokers”, que atuam, respectivamente, no YouTube, no Instagram, e no TikTok. Nestas plataformas, publicam opiniões, resenhas e comentários a respeito de cada leitura realizada.

Kindle

Uma ferramenta que vem se popularizando entre a atual geração de leitores é o aparelho de leitura semelhante a um tablete: o “Kindle”. Ele foi criado para ler e-books. Com ele, é muito mais prático carregar um livro, melhor dizendo, uma biblioteca inteira, uma vez que ele permite o download de diversos títulos. E não pesa!

A opinião de quem lê

Interessada no tema, pesquisei, em grupos de leitura que participo, o gosto ou preferência por livros físicos ou digitais. Houve praticamente um empate. De qualquer forma, a comunidade leitora está se espalhando pelas redes sociais e se engajando à leitura cada dia mais.

Um dos fatores que “influencia a leitura, de acordo com o estudo, é o incentivo de outras pessoas”. Lendo descobri que “um a cada três entrevistados, o equivalente a 34%, disse que alguém os estimulou a gostar de ler”. Este dado indica que os livros não estão fora de moda e nem mesmo sendo abandonados. Outra informação interessante na pesquisa foi a liderança no rol de influenciadores: quem mais indica  a leitura e livros são os professores!

Eu, leitora...

Enquanto leitora, escritora e futura Pedagoga, fiz questão de escrever sobre o dia do livro. 23 de abril – Dia Mundial do Livro. A presente data foi escolhida em 1995, pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), para convidar todos os países a celebrar e incentivar o acesso ao livro, instigar a leitura, homenagear autores e refletir sobre seus direitos legais, além de ressaltar a importância de todas as atividades envolvidas (como a escrita, a tradução, a edição, a publicação, e até a ilustração).

Não foi uma escolha aleatória…

O dia 23 de abril é também marcado pela morte de William Shakespeare e Miguel de Cervantes – grandes nomes da literatura. Contudo, é importante reconhecer que, apesar do hype (moda), os autores nacionais devem ser tão prestigiados quanto os estrangeiros.

Para conhecer os mais consagrados autores brasileiros, acesse: https://www.maioresemelhores.com/maiores-autores-brasileiros/ , mas não deixe de apoiar autores independentes, também.

A leitura e o PET Educação

Juntos, como estudantes orientados por uma professora que amam ler, elaboramos uma lista de indicações, especialmente pra ti.

Confere:

1. A mão esquerda de Vênus; de Fernanda Young;

2. A Cidade do Sol; de Khaled Hosseini;

3. Extraordinário; de R. J. Palacio;

4. Meu Pé de Laranja Lima; de José Mauro de Vasconcelos;

5. O conto da ilha desconhecida; de José Saramago;

6. O guia do mochileiro das galáxias; de Douglas Adams;

7. Relatos de um gato viajante; de Hiro Arikawa;

8. 100 mil seguidores; de Luís Dill.

 

Dica:

Não importa se o livro é pequeno, ou é um calhamaço. Não existe leitor sem livro, nem livro sem leitor.

Te permita sonhar...

Vais te transformar pelas mãos de outrem...

Leia um livro!

Feliz dia!

Referências

https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2020-09/brasil-perde-46-milhoes-de-leitores-em-quatro-anos?amp

https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-livro-valorizar-preciso.htm 

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2021-10/dia-nacional-do-livro-habito-da-leitura-aumentou-na-pandemia?amp

PET Educação recebe novos integrantes

 

Café no mercado marca início dos trabalhos no PET Educação em 2022

O PET Educação realizou reunião informal – um café no mercado – para receber seus novos integrantes, os estudantes da Licenciatura em Pedagogia (FaE/UFPel) Larissa Mendes, Mateus Valadão de Souza e Rafaela Elert Strelow.

 O evento ocorreu no Mercado Público – centro histórico da cidade de Pelotas – no sábado, dia 09 de abril. No “cardápio”, apresentações pessoais, impressões sobre a seleção, relatos de pesquisas em andamento, projetos novos individuais ou em grupo, trocas de informações e até, entrega de material para o início das aulas presenciais.

O presente do PET

Com recursos do custeio (um valor que todos os grupos tem direito, anualmente), o PET Educação adquiriu agasalhos, uma viagem a Porto Alegre, fones de ouvido e uma pasta com materiais escolares (cadernos, canetas, marca texto, envelopes, cola) e até pó de pirlimpimpim.

Foi uma alegria encontrar a todos e compartilhar emoções, afetos, um café e alguns abraços. Que venham outros momentos como este!