PET Educação integra viagem da UNAPI - UFPel



Acompanhar, conhecer e aprender com estudantes 60+: uma viagem de estudos com a UNAPI - UFPel

Cristina, Alisson, Cinara, Débora, Ieda e Mariana.

Um grupo de estudantes da Licenciatura em Pedagogia (bolsistas PET Educação) participou da viagem de estudos da UNAPI – Universidade Aberta a Pessoas Idosas – UFPel no dia 05 de junho de 2019. Organizada pela Docente de Literatura da UNAPI, Drª. Cristina Maria Rosa com o apoio da monitora Cinara Tonello Postringer e com a colaboração da Pedagoga Ieda Maria Kurtz de Azevedo, o Roteiro de Viagem teve início às 6 horas da manhã, em frente ao Museu do Doce, com destino à Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre.
Um almoço, no Restaurante 360º localizado na Orla do Guaíba, o passeio na Casa de Cultura da UFRGS e o encontro com estudantes da UNAPI/UFRGS, foram parte do roteiro na tarde de quarta-feira, incrementada com uma visita guiada à Exposição “Obras em Destaque”, localizado no Saguão da Reitoria da UFRGS e um Café na Lancheria Antonio’s. Entre às 16 horas e 30 minutos e às 18 horas e 30 minutos o grupo participou do programa “Diálogos de Mulheres com Simone de Beauvoir” especialmente preparado pela Drª. Aline Cunha, Docente na FACED/UFRGS, para nosso grupo.
UNAPI PREC UFPel
Programa estratégico da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura – PREC/UFPel –, a UNAPI – Universidade Aberta a Pessoas Idosas é Coordenado pela Profª. Drª. Adriana Cavalli e conta com uma Servidora Técnica, a Ana Carolina (PREC/UFPel) que se dedica a trabalhar diretamente no projeto. Para esta aula-passeio, a PREC providenciou o translado (ônibus mais motorista) o que tornou a viagem possível. O apoio da administração central da UFPel, representado nas pessoas da Adriana, Ana Carolina e Rogério, foi fundamental para a realização da aula passeio, inspirada nos ensinamentos de Célestin Freinet.
Entre às 16 horas e 30 minutos e às 18 horas e 30 minutos o grupo participou do programa “Diálogos de Mulheres com Simone de Beauvoir” especialmente preparado pela Drª. Aline Cunha, Docente na FACED/UFRGS, para nosso grupo.
Em Pelotas, o início
Início da viagem ocorreu com a saída, às 6 horas da manhã de quarta-feira, dia 05 de junho. Em frente ao  Museu do Doce, nos aguardava o ônibus da UFPel que, após a viagem, chegou, às 10 horas e trinta e dois minutos, na Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mario Quintana, onde ocorreu a recepção agendada com a guia Maria Helena Ramalho. 
Quem é guia Maria Helena Ramalho?
Para responder a pergunta, nada melhor que ler um pequeno texto enviado por ela, alguns dias antes da viagem. Convidada a se apresentar aos alunos de literatura, a poeta e estudiosa de Mario Quintana escreveu:

“Olá, professora Cristina. Comecei minha vida profissional muito jovem. Casei, tive três filhos e, depois da aposentadoria, passei a participar de Oficinas Literárias. Sou poeta e contista, tenho alguns contos premiados em concursos e, por conta destas premiações, fui  convidada a assumir a cadeira 37 na Academia de Artes Ciências e Letras Castro Alves. Depois de fazer oficinas de Contação de Histórias com Celso Sisto, participei do III ° Festival de Contadores de História da Biblioteca Lucila Minssen sendo convidada a fazer parte do seu time de Contadoras em 2010. Participo de Saraus e Contações de Histórias em escolas, clubes, feiras do livro. Sou membro da Confraria Mentes Literárias e até 2018 participei do grupo VivaPalavra. Desde 2017, além de Contadora de Histórias, faço mediação na Casa de Cultura Mario Quintana apresentando o prédio, falando sobre nosso Poeta e recitando seus poemas de cor – par couer – enquanto o visitante  vai conhecendo a casa, culminando com um Sarau em que todos tem a oportunidade de ler  ou recitar poemas do seu agrado ou autorais”.
Roteiro na CCMQ
O Passeio Guiado ocorreu em duas horas e teve como pontos chave a história Casa de Cultura Mario Quintana, um dos maiores e melhor aparelhado Centro Cultural da cidade de Porto Alegre. Originalmente Hotel Majestic, no auge entre aos anos 1930 e 1950, é um prédio histórico brasileiro de estilo arquitetônico eclético, projetado pelo Arquiteto Theodor Wiederspahn. Localiza-se entre a Rua dos Andradas e a Avenida Sete de Setembro, unidas pela Travessa dos Cataventos, no Centro Histórico de Porto Alegre.
Declamação de Poesia
Logo depois, no Mezanino, ouvimos poesia e dados biográficos de Mario Quintana. A seguir, nos dirigimos ao Jardim Lutzenbeguer, à Oficina de arte Sapato Florido, ao Espaço da Discoteca Público Natho Nenn e à Biblioteca Lucília Minssen, sempre acompanhados da guia Maria Helena, que intercalava informações com poesia da melhor qualidade. O Quarto do Poeta e o Acervo Elis Regina foram momentos emocionantes vividos por todos. Ao fim do passeio guiado, uma certeza: para se tornar íntimo da CCMQ, é preciso retornar mais vezes.
Almoço na Orla
O almoço foi no Restaurante 360º, na Orla do Guaíba. Agendado com antecedência, o Chef nos esperava com um cardápio especialmente preparado para nosso grupo: Tilápia grelhada, purê de cará, farofa de calabresa e crumble de nozes com brócolis e brotos de agrião.
Centro Cultural UFRGS
O Centro Cultural UFRGS, prédio Centenário da Escola de Engenharia UFRGS localizado na Rua Engenheiro Luiz Englert, ao lado da Reitoria e em frente à Redenção, foi o local de encontro com a UNAPI Porto Alegre.

UNAPI UFRGS
Momento de conversar com um grupo de mulheres que estudam ali, de conhecer as instalações do recente prédio restaurado e entregue ao público e repleto de sons e acontecimentos. A UNAPI, em Porto Alegre, atualmente atende a 400 pessoas, em programa curtos, oficinas, palestras, minicursos e temas de longa duração. A “palhinha pedagógica” foi dada pela professora Nathália Vescia Bauer, que nos convidou a conhecer a proposta de uma de suas aulas de escrita criativa.
Após esse interessante contato com cinco das estudantes da UNAPI/UFRGS, nos deslocamos para a Reitoria para usufruir da exposição o “Clã dos Coronas”, no espaço “Obras em Destaque”, localizado no Saguão da Reitoria da UFRGS que exibe cinco obras de arte referência na história da arte no Rio Grande do Sul.
Aberta ao público desde 22 de maio, sempre de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, a peça mais antiga data de 1915 e é um auto-busto, esculpido por Jesus Corona (Espanha, 1871 – 1938), o percursor da trajetória artística da família.
Uma das cinco obras expostas é o desenho do projeto arquitetônico desenvolvido pelo artista para a Catedral Metropolitana da cidade. Seu filho, Fernando Corona (Santander, Espanha, 1895 — Porto Alegre, 1979), seguiu a carreira de arquiteto e escultor do pai e fundou, em 1938, o curso de escultura no antigo Instituto Livre de Belas Artes, atual instituto de Artes. O Instituo também foi o lugar em que Luís Fernando Corona (Porto Alegre, 1923 – Porto Alegre, 1977), neto de Jesus Corona, consolidou-se na carreira artística tal qual o avô e o pai. O trabalho de Marilice Corona (Porto Alegre, 1964), deu continuidade à trajetória artística da família e também compõe parte da exposição, com uma gravura de metal de 2007. Marilice é pintora e professora no Departamento de Artes Visuais.
Café no meio da tarde
Pausa para um café na Lancheira Antonio’s, localizada no pátio interno da UFRGS, entre a Reitoria e a Faculdade de Educação, a FACED, onde, a partir das 16:30, participamos de um programa especialmente preparado pela Drª. Aline Cunha, Docente na FACED/UFRGS e suas orientandas para o nosso grupo: “Diálogos de Mulheres com Simone de Beauvoir” e “Imagens e lembranças: registros fotográficos”.
Retornando
O retorno teve, ainda, uma paradinha para uma ceia, no Paradouro Arrastão. Alimentados, hidratados e felizes, nos entregamos aos cuidados de nosso motorista Rogério, que nos conduziu com segurança ao Museu do Doce, centro histórico de Pelotas. Sobre a viagem, uma das estudantes escreveu e compartilhou via WhatsApp:

“Companhia esplêndida e programa primoroso! Retornei aos tempos de colégio e no momento estou com no máximo 15 anos. Agradeço a todos o belo dia e em especial a competência da Cristina”. Mercedes.
Memórias
Ao fim da jornada, como tarefa intelectual para os estudantes, a docente, professora Cristina Rosa, solicitou a escrita de uma memória de viagem, com o intuito de “manter vivos os laços, aproveitar intelectualmente o passeio, dizer a que viemos no mundo, tecer teias, andar por elas...”. Gênero textual relevante e de cunho documental, sentimental e, ao mesmo tempo histórico, as Memórias de viagem têm sido escritas, quase sempre em linguagem informal, mas nada impede que se tornem verdadeiros estudos de um tempo, um local e, até, um modo de viver intensamente uma época. Cumprindo a tarefa, os “viajantes” escreveram. A seguir, alguns dos textos:
“As idas são sempre geram uma expectativa em nossas mentes. Para mim, foi uma enorme experiência, pois temia minha viagem só. Mas foi maravilhoso, o acervo de cultura que acessamos, a beleza dos lugares visitados e a companhia de vocês vamos carregar conosco para sempre. Foram idas e vindas. Chegamos!” Leonor
  
“Maravilhoso dia de muitos conhecimentos, cultura e lazer”. Cirlete

“As voltas, definitivamente, devem ser melhores que as idas. Deves retornar com um acréscimo na bagagem cultural, sentimental, com um acréscimo interno como humano. Foi assim que voltamos!” Mercedes

“A viagem foi muito boa e as expectativas a respeito dela, todas superadas. O conhecimento de ontem, na Casa da Cultura e a ótima recepção dada pela guia Maria Helena, recitando lindos poemas de Mário Quintana, alegrou ainda mais este dia. A visita feita à UFRGS foi interessante, pois pude conhecer um lugar que já muito ouvi falar. Todos os momentos renderam boas lembranças. O almoço no Restaurante Panorâmico 360 Graus foi algo que me encantou pela vista que disponibilizava. Tanto a ida como a volta foi tranquila e segura. Agradeço às professoras e bolsistas, que não mediram esforços para atender a todos”. Geni

“Somos viajantes do tempo, alçamos um voo curto, de duzentos e poucos quilômetros rumo a Porto Alegre. Todos alegrinhos, rumo à Capital dos Gaúchos, primeira viagem oficial do Curso de Literatura da UNAPI/UFPEL. Todos a bordo, RG na mão e sorriso escancarado. Parecíamos adolescentes, mas, imprevistos sempre acontecem. Nada grave. Apenas dois Petroleiros passando pela ponte elevadiça do Guaíba. Câmeras dos celulares nas mãos, registrando o fato inusitado que nos atrasaria por mais de hora. Às 10h30min, aportamos na Casa de Cultura Mario Quintana, nosso grande objetivo. Lá estava a Maria Helena, estatura média, identifiquei de cara: era ela, a contadora de causos. Tínhamos confiança na nossa guia de cabelos encaracolados e branqueados. Assim começou nossa trajetória no antigo hotel. Já passava do meio dia quando lembramos o próximo compromisso: alimentar o corpo. Sim, por que o corpo Espiritual já estava alimentado. Eu até já imaginava como seria o prado do Chef... Com toda aquela recepção à beira do Guaíba, que bela visão! Muitas fotos foram tiradas... Em certo momento, tive um desiquilíbrio por conta do meu Labirinto. Depois, pé na estrada, para a etapa final da visita à Capital: encontro com os jovens da UNAPI/UFRGS, palestras, lanches e, com o entardecer, chegava a hora do retorno. Todos satisfeitos com a oportunidade de aprender e interagir. Última parada antes de pegar em definitivo a BR 116, para recarregar as energias em um restaurante na beira de estrada. Arrastão, o nome do estabelecimento. Alô, Pelotas, estamos chegando! Amor, em duas horas estou aí, me espere no mesmo lugar da partida. Mercado Público, volta pela Praça Cel., Pedro Osório, o Museu do Doce. Que silêncio, a cidade adormeceu... Agora, é nossa vez”. João. 


“Com grande expectativa para um passeio cultural apresentado pela professora Cristina Rosa, nós, alunos da Literatura na UNAPI/UFPel, tivemos a oportunidade de fazê-la no dia 05. Foi muito proveitoso porque permitiu a interação e a integração entre os alunos durante a viagem a Porto Alegre. Fomos recebidos na Casa de Cultura Mario Quintana pela Contadora de Histórias Maria Helena, que discorreu sobre a sua vida e obra além de nos agraciar com poemas durante a visita guiada ao prédio. De minha parte, confesso que não tinha dimensão da grandiosidade e representatividade da obra de Mario Quintana, o que me deixou muito interessado a aprofundar o conhecimento.
Fomos para o almoço em um restaurante panorâmico, o 360º, na área revitalizada à beira do Guaíba. Muito bonita, oportunizou boas fotos e conversas entre os colegas. Na parte da tarde, fomos ao Centro Cultural  UFRGS onde fomos recebidos por uma das guias e alguns alunos da UNAPI. Estes relataram parte das atividades que participam. Na sequência, tivemos a oportunidade de visitar a exposição na reitoria. Essa daria para umas boas horas de visita, mas o tempo era curto e tínhamos outra atividade logo a seguir. Depois de uma pausa para o café, fomos recebidos pela Professora Aline Cunha, que discorreu sobre o tema “Diálogos com Simone de Beuavoir: Tornar-se mulher”. O foco foi a importância da inserção da mulher na sociedade. À tardinha, hora de voltar e refletir sobre todas as informações culturais recebidas embarcamos para Pelotas. Gratidão à professora Cristina Rosa, pela dedicação e oportunidade de um passeio maravilhoso e muito agradável; às suas alunas, Cinara e Yeda; à Maria Helena, contadora de histórias, à Prof. Aline Costa, à Nathália, professora da UNAPI/UGRGS e ao Motorista Rogério, que nos proporcionou uma viagem tranquila. Aos colegas da disciplina de Literatura, porque pudemos conviver um dia agradável e trocarmos experiências e conversas produtivas”. Carlos Alberto.


Ieda Kurtz: petiana egressa é selecionada na pós-graduação

No dia da assinatura do Diploma.
Licenciatura em Pedagogia
Maio de 2019.
Ieda Maria Kurtz de Azevedo é a mais nova petiana egressa aprovada em programa de Pós-Graduação em Educação
Selecionada para uma vaga no Curso de Pós- Graduação Latu Senso em Educação no Instituto Federal Sul-rio-grandense, recentemente a estudante de Pedagogia havia sido premiada em Evento na região sul SulPET, 2019, por sua apresentação em trabalho na área de extensão universitária.
Ieda é um exemplo de estudante que, além de suas atribuições na graduação, soube aproveitar as oportunidades de ensino, pesquisa e extensão que a FaE/UFPel ofertaram. Logo que se graduou, já ingressa em programa de Pós-graduação, um dos objetivos do ensino universitário no Brasil.

O PET Educação parabeniza a estudante e deseja sucesso em sua vida como Pedagoga! Leia aqui o resumo expandido do trabalho premiado.


EXTENSÃO PET EDUCAÇÃO: CONSTÂNCIA E INOVAÇÃO.


IEDA MARIA KURTZ DE AZEVEDO - Autora
CRISTINA MARIA ROSA - Orientadora.

1. INTRODUÇÃO

No trabalho apresentamos ações de extensão do PET Educação planejadas e desenvolvidas no período 2016-2018. O fio condutor dessas intervenções de cunho extensionista e que enfatizam o papel do PET com crianças, professoras e bibliotecárias de escolas públicas, prioritariamente, é a formação do leitor literário. Para tal, o PET Educação instituiu um acervo – organizado na Sala de Leitura Erico Verissimo – e um grupo de estudos em leitura literária, o GELL. Um dos alicerces de constituição do Programa de Educação Tutorial, a Extensão Universitária tem como foco a transformação social. Assim, as ações no PET Educação são deliberadas, o que significa que são planejadas, desenvolvidas e avaliadas a partir de seu impacto, a fim de redimensionar atitudes e procedimentos. RODRIGUES, BATALHA, PRATA, COSTA e NETO (2013) conceituam extensão como a possibilidade de “praticar a teoria recebida dentro da sala de aula”. Para ROSA (2019), o conhecimento é um processo infindo e é constantemente adquirido quando as teses que dispomos são testadas e podem ser afirmadas, reformuladas, negadas, substituídas. Para a pesquisadora, “Nada como um mergulho no mundo real, repleto de contradições e demandas de variados tipos para percebermos se o que planejamos é exequível, viável, pertinente, importante”. Em meados do Século XX, Freire (1969) publicou o texto “Extención o Comunicación?”, no qual propunha aos pesquisadores e extensionistas o dilema da comunicação entre o mundo do saber organizado em categorias e regido pela razão e a “vida mesma", em que tradição, crenças, hábitos e heranças são preponderantes. Para o autor, a questão estava nas mãos de quem propunha a mudança, ou seja, na sensibilidade de quem quer “humanizar o homem na ação consciente que este deve fazer para transformar o mundo” (CHONCHOL, 1969). O foco, para Freire (1969), era buscar ser um “educador-educando”. Em suas palavras, “(...) aos homens se lhes problematiza sua situação concreta, objetiva, real, para que, captando-a criticamente, atuem também criticamente, sobre ela”. E complementa:

“Este, sim, é o trabalho autêntico do (...) educador, do (...) especialista que atua com outros homens sobre a realidade que os mediatiza. Não lhe cabe, portanto, de uma perspectiva realmente humanista, estender suas técnicas, entregá-las, prescrevê-las; (...). Como educador, se recusa a “domesticação” dos homens, sua tarefa corresponde ao conceito de comunicação, não ao de extensão” (FREIRE, 1969, p. 14).

A extensão é um diferencial na formação do graduando, pois promove vivências, contato com a sociedade, experimentação de ideias e projetos e, desse modo, desenvolvimento do senso crítico. Apresentar à comunidade escolar a leitura literária e o artefato mais importante da nossa cultura escrita – o livro e seus atributos – foi a escolha temática central das ações de extensão do grupo PET Educação. BICALHO (2014) afirma que “a leitura é uma atividade complexa, em que o leitor produz sentidos a partir das relações que estabelece entre as informações do texto e seus conhecimentos”. Para Rosa (2019), a alfabetização literária é o processo de apresentação da literatura – seus atributos e ritos – a todos: bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Composto por três atributos que a adjetivam, a alfabetização literária prescinde de deliberação, constância e qualificação. Isso significa dizer que a formação do gosto por ler literatura não pode ser aleatório, eventual e desprovida de critérios. Ao propor ações extensionistas, o PET Educação busca educar educando-se, pois é através do contato com a sociedade representada por diversas pequenas realidades sociais que conhecemos crianças em situação de aprendizagem: no centro, na periferia urbana, na zona rural e em bibliotecas e salas de aula, com seus cuidadores e professores. É nessas interações que apreendemos seus modos de pensar e agir no mundo, seus sonhos e curiosidades e seus modos de ler o mundo e a palavra.


2. METODOLOGIA

Na elaboração do trabalho – de cunho qualiquantitativo – observamos em algumas fontes o rol de ações de extensão desenvolvidas pelo PET Educação entre 2016-2018. Após, elegemos uma delas para exemplificar o processo, desde sua proposição até a avaliação do impacto. Assim, os procedimentos para compor o grupo de ações desenvolvidas no período foram: 1) Leitura dos Planejamentos e Relatórios aprovados em 2016, 2017 e 2018; 2) Leitura de publicações no blog do grupo; 3) Observação do banco de imagens produzidas em todas as ações de extensão; 4) Escolha de uma das ações desenvolvidas para a apresentação com mais detalhes no SulPET 2019; 5) Seleção de imagens e textos a comporem a apresentação oral no Evento.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Nos anos de 2016 a 2018, as ações de extensão do PET Educação foram: a) Restauro de duas bibliotecas escolares: na E.E.E.F. Fernando Treptow (https://ccs2.ufpel.edu.br/wp/2016/11/28/faculdade-de-educacao-entrega-biblioteca-restaurada-a-escola-fernando-treptow/) e na E.E.E.F.I. Dr. José Brusque Filho (https://ccs2.ufpel.edu.br/wp/2018/07/10/pet-educacao-participa-de-adequacao-de-biblioteca-escolar/); b) Formação de professores leitores através de palestras e cursos como o “Mediadores em Leitura Literária” (https://ccs2.ufpel.edu.br/wp/2016/02/03/fae-promove-segundo-curso-de-mediadores-em-leitura-literaria/) c) Formação de crianças leitoras em programas como o “Leitura na Escola” (http://saladeleituraericoverissimoufpel.blogspot.com/2017/09/emei-ruth-blank-um-dia-de-leitura.html), o “Leitura para Meninas” (https://ccs2.ufpel.edu.br/wp/2017/02/20/leituras-para-meninas-sera-um-dos-eventos-da-fae-para-o-dia-da-mulher/) e o Espetáculo de leitura teatralizada de contos infantis de João Simões Lopes Neto (https://ccs2.ufpel.edu.br/wp/2018/08/16/grupo-da-fae-le-contos-infantis-de-joao-simoes-lopes-neto-as-15h-desta-sexta-17-no-museu-do-doce/); d) Formação de leitores na sociedade através de oficinas, leituras públicas e espetáculos de leitura como ocorrido no “Mulheres leem Mulheres” (https://ccs2.ufpel.edu.br/wp/2017/03/06/mulheres-leem-mulheres-no-museu-do-doce/), na “I Semana Internacional dos Saberes Percussivos” (http://crisalfabetoaparte.blogspot.com/2017/11/como-as-historias-se-espalharam-pelo.html), no XII CNEVH, nas leituras públicas de “No Manantial” (https://wp.ufpel.edu.br/prec/2017/12/22/espetaculo-de-natal-leitura-teatralizada-de-no-manantial/) e “Melancia Coco Verde” (https://wp.ufpel.edu.br/prec/2018/12/10/espetaculo-de-natal-leitura-de-melancia-coco-verde/), de João Simões Neto; e) Curso de formação de Bibliotecárias das escolas municipais em Pelotas, o “Somos Loucos por Livros” (https://ccs2.ufpel.edu.br/wp/2018/04/19/gell-promove-curso-somos-loucos-por-livros/). Em todas essas ações, foi preponderante a existência de um acervo de obras literárias – organizado na Sala de Leitura Erico Verissimo – e do GELL - grupo de estudos em leitura literária. Entre os resultados, selecionamos uma relevante ação extensionista, por sua abrangência, envolvimento e impacto: o restauro de bibliotecas escolares. O projeto surgiu da ciência de que, na maioria das escolas públicas a biblioteca escolar é um local esquecido, utilizado como “depósito de livros”, ignorando-se que esse deve funcionar como um “espaço de circularidade de saberes”, que contribui “na formação de um cidadão crítico para a sociedade” (SILVA, 1999). Desse modo, nos propusemos, a convite da gestão, a organizar e classificar o acervo da biblioteca da Escola Estadual de Ensino Fundamental Fernando Treptow, localizada na periferia urbana de Pelotas. Ao perceber que o espaço demandava também uma restauração na arquitetura, decidiu empreender esforços de modo a oferecer aos usuários um ambiente funcional, agradável esteticamente e autogestionado.  Após a observação e medição de paredes e aberturas, avaliação de móveis e utensílios e elaboração de uma planta, as ações empreendidas foram a recuperação do piso e rede elétrica, pintura de paredes, restauro e customização de móveis e utensílios, setorização de ambientes (recepção, pesquisa, auditório, leitura silenciosa e leitura deleite), ambientação do local e classificação e organização do acervo.

4. CONCLUSÕES

As ações de extensão promovidas pelo PET Educação entre 2016 e 2018 têm a constância como seu maior valor e a elaboração e o desenvolvimento de um novo conceito – a Alfabetização Literária – como sua maior inovação. Alfabetizar literariamente qualquer cidadão extrapola as funções profissionais da Pedagogia e se insere no que Freire (1969) propôs como Extensão Universitária. Reconhecido pela comunidade escolar – professores, gestores, crianças, servidores e pais – e pela sociedade em geral, o PET tem recebido constantes convites para reapresentar ou reofertar palestras, cursos, programas. É essa demanda reiterada que nos leva a consolidar, com respeito aos atores sociais, as proposições e, na Universidade, a avaliá-las e aprimorá-las.


5. AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao Programa de Educação Tutorial fomentado pelo FNDE/SESu/MEC e dedica o trabalho a todos que colaboraram direta ou indiretamente com a realização de todas as ações de extensão do PET Educação.


6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

EXTENSÃO: TU SABES, EU SEI... In: ROSA, Cristina Maria. Alfabeto à Parte. Pelotas, 05 abr. 2019. Acessado em 05 abr. 2019. Online. Disponível em: https://crisalfabetoaparte.blogspot.com/2019/04/extensao-tu-sabes-eu-sei.html
FREIRE, Paulo. Extensão ou Comunicação? Tradução de Rosisca Darcy de Oliveira. Prefácio de Jacques Chonchol. 8ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
FREIRE, Paulo. Extensión o comunicación? Santiago de Chile, Instituto de Capacitación e Investigación en Reforma Agraria, 1969.
LEITURA. In: BICALHO, Delaine Cafiero. Glossário Ceale: Termos de alfabetização, leitura e escrita para educadores. Belo Horizonte: UFMG/Faculdade de Educação. Acessado em 18 set. 2017. Online. Disponível em: http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/leitura
PEQUENO GLOSSÁRIO: ALFABETIZAÇÃO LITERÁRIA. In: ROSA, Cristina Maria. Alfabeto à Parte, Pelotas, 07 de janeiro de 2019. Acessado em 05 abr. 2019. Online. Disponível em: http://crisalfabetoaparte.blogspot.com/2019/01/pequeno-glossario-alfabetizacao.html
RODRIGUES, BATALHA, PRATA, COSTA e NETO. In: SANTOS, J.H.; ROCHA, B.F. & PASSAGLIO, K.T. Extensão Universitária e Formação no Ensino Superior. Revista Brasileira de Extensão Universitária v. 7, n. 1, p.23-28 jan. – jun. 2016 e-ISSN 2358-0399.



PET Educação e UNAPI UFPel: Viagem de Estudos


PET Educação e UNAPI UFPel: Roteiro da Viagem de Estudos

Porto Alegre. 05 de junho de 2019.

Docente: Cristina Maria Rosa
Monitora: Cinara Tonello Postringer
Colaboração: Ieda Maria Kurtz de Azevedo

No dia 05, primeira quarta-feira do mês de junho, a PET Educação juntamente com os estudantes 60 + da UNATI UFPel que frequentam a disciplina Literatura: Contos Clássicos e 100 melhores Brasileiros, estarão em Porto Alegre para um dia de estudos.
Ministrada no 1º Semestre letivo de 2019 (03/04/2019 a 13/07/2019), pela Docente da FaE/UFPel,  Drª. Cristina Maria Rosa, a disciplina tem como objetivo ampliar o estudo de uma das expressões literárias mais populares: o conto. A obra escolhida pelo grupo em dezembro de 2018 foi “Os cem melhores contos brasileiros do século XX”, de Ítalo Moriconi. Ao desenvolver o gosto pela leitura literária através da apreciação de produtos de autores em língua portuguesa, a intenção é historicizar, conceituar e aprender a apreciar a qualidade do gênero literário e desenvolver, entre os estudantes, a capacidade de se ser um mediador de Leitura
Entre os objetivos da disciplina estão:
Aprimorar saberes sobre a linguagem e a linguagem literária;
Expandir o conhecimento literário através de obras e seus autores;
Conhecer livros para fruição e pensamento;
Desenvolver habilidades de leitura (ouvir, contar, recontar, escrever e rescrever).

Leia o programa especialmente preparado para esse dia. E venha conhecer a UNAPI UFPel!
As aulas de literatura ocorrem ás quartas-feiras, no Museu do Doce, a partir das 14 horas e trinta minutos.

VIAGEM DE ESTUDOS
PROGRAMA 05/06/2019
Dia e Hora
Local
Evento
05 de Junho
6 horas
Museu do Doce
Saída para a viagem de estudos a Porto Alegre
7:30 horas
Casa do usuário na Praça de Pedágio em Cristal
Pausa para o café
9 horas
Casa de Cultura Mario Quintana.
Centro histórico de Porto Alegre
Visita Guiada
Guia: Maria Helena
11:45
Restaurante 360º, na orla do Guaíba
Almoço
13 horas
Orla do Guaíba
Passeio livre
14:30 horas
Centro Cultural UFRGS.
Endereço: Rua Engenheiro Luiz Englert, s/nº
Porto Alegre, RS
Visita Guiada
15:45
Beta Café
Prédio Centenário da Escola de Engenharia UFRGS - Av. Osvaldo Aranha, 99 - Centro Histórico de Porto Alegre, Porto Alegre - RS, 90035-190
Lanchinho
16:30 – 18:15
Diálogos de Mulheres com Simone de Beauvoir
Imagens e lembranças: registros fotográficos
Drª. Aline Cunha, Docente na FACED/UFRGS e orientandas.
18:30
Início do retorno

19 horas
Restaurante Das Cucas
Lanchinho
21 horas
Pedágio em Cristal.
Pausa para uma água ou café
22 horas
Museu do Doce, em Pelotas.
Chegada