18 de abril: um dia para o livro infantil

 

Dia Nacional do Livro Infantil

Cinara Tonello Postringer

 

Comemoramos hoje o Dia Nacional do Livro Infantil. Essa data foi criada pela Lei nº. 10.402, de 8 de janeiro de 2002. O art. 1º determina que “Fica instituído o Dia Nacional do Livro Infantil, a ser comemorado, anualmente, no dia 18 de abril, data natalícia do escritor Monteiro Lobato”. Portanto, a data foi escolhida para homenagear o escritor Monteiro Lobato, considerado o pioneiro, o pai da literatura infantil brasileira.

Monteiro Lobato (1882-1948) não escreveu apenas para o público infantil. Sua literatura para adultos está inserida no pré-modernismo, um período literário que compreende os anos de 1902 a 1922. Ocorre que escrever para crianças deu a ele projeção nacional. Principalmente, após a sua morte, quando a série “O Sítio do Pica-Pau Amarelo” foi adaptada para a televisão. Não obstante, mais do que isso, é uma data que celebra a literatura infantil brasileira como um todo. Dessa forma, autoras e autores desse gênero, bem como seus livros, são lembrados nessa ocasião.

É também o momento em que editoras, escolas, bibliotecas públicas e órgãos governamentais podem aproveitar para discutir a importância da literatura infantil na cultura escrita brasileira, expor os problemas que ela enfrenta, divulgar histórias bem-sucedidas e realizar o lançamento de novos livros e autores do gênero.

Acima de tudo, esse dia comemora a leitura infantil e seu universo lúdico e particular, sem deixar de lado a conscientização dos adultos e das instituições responsáveis pela formação da criança ao incentivo à leitura. É, portanto, um desafio para pais ou responsáveis, escolas, editoras, enfim, todo um país. A literatura infantil tem como objetivo despertar o amor pela leitura, nessa data, o livro infantil, seus autores e leitores são homenageados.

Monteiro Lobato falava que

“O desenvolvimento e hábitos permanentes de leitura são um processo constante, que começa no lar, aperfeiçoa-se na escola vida afora, através das influências da atmosfera cultural geral e dos esforços conscientes da educação e das bibliotecas públicas”.

 

Além de Monteiro Lobato, a literatura nacional infantil conta com outros nomes como Tatiana Belinky, Lygia Bojunga, Ruth Rocha, Eva Furnari, Cecília Meireles, Ziraldo e muitos outros.

Concluo afirmando que a literatura infantil pode ser uma fonte inesgotável de conhecimento, transportando os leitores para os lugares mais espetaculares da imaginação humana, além de informar e ajudar a diversificar o vocabulário, formar o senso crítico, estimular a criatividade e a imaginação.

Um dia para a Biblioteca

 

09 de Abril: Dia da Biblioteca!

Cristina Maria Rosa

 

Bem cedo em minha vida descobri o que era uma biblioteca.

Não um acervo.

Uma biblioteca – o espaço, o silêncio, as estantes, muitos volumes – e seus ritos: ir, ver, silenciar, escolher, retirar, ler, devolver, mais as figuras que ali são eternas – a responsável em uma mesa perto da entrada, com um livro de anotações para empréstimos e carteirinha. No entanto, esses elementos  nunca me desviaram do que nela é o mais importante: ser uma representante vigorosa de nossa cultura escrita.

Nela, na biblioteca, adolescente, conheci toda a literatura clássica brasileira. Mas, infelizmente, só li Grande Sertão Veredas nas últimas férias.

Nela, adolescente, perdi recreios para conhecer o fim das narrativas que criaram em mim o mito da possibilidade de refundação do Brasil, quando O Guarani me fazia chorar, quando Machado me fez duvidar de Capitu, quando Erico me tornou apaixonada pela literatura fantástica de Incidente em Antares.

Hoje, passados alguns anos desse tempo e tendo tido a oportunidade de conhecer e fazer pesquisa em variadas e importantes bibliotecas brasileiras, cada vez mais sou levada a cultuar o lugar que, nem sempre, é propício à leitura.

Ontem foi o dia da Biblioteca.

Por isso mesmo, estou escrevendo esta pequena declaração de amor.

Devo à bibliotecas – e a pessoas que me apresentaram a elas –, parte considerável do que hoje desconfio não saber. Devo aos livros contidos nelas, meu desejo por mais horas de liberdade para ler.

Um conto, de presente...

Eu escrevo.

Sempre e sobre coisas banais como um namoro entre uma gata e um cão.

Aprendi a escrever porque sonhava em causar, em meus leitores, o mesmo que Eva Furnari, Ana Maria Machado, Tzvetan Todorov, Graça Paulino, João Guimarães Rosa, Manoel de Barros, Pedro Wayne, Mario Quintana, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Wolf Erlbruch, Carlo Collodi, Hans Christian Andersen e mais um bom bocado de outros, são capazes.

Como isto é quase impossível, cotinuo lendo.

E sigo escrevendo.

Te envio um presentinho, pelo dia de hoje.

 

Áfia apaixonada

Cristina Maria Rosa

 

Todos já sabem que adotei uma gatinha. Que era miserável e que gritava, desesperadamente, por companhia. Era frio, bem frio, quando a trouxemos para casa. Depois disso, Áfia virou uma fofa, bem cuidada e muito querida. Seu nome, inspirado em um passado de princesas, agrega os carinhos que recebemos como sugestão: “Áfia Libni Aparecida Lia Nala de Basted e Roseta, a Bela e Mocinha Fantasma da Ópera”.

Mas, o que ainda ninguém sabe é que Áfia se apaixonou.

Pelo Aquiles, nosso cão.

Ele e ela têm em comum, cores na pele.

São malhados.

Manchados.

Misturados.

Ele: branco, creme e rosa.

Ela, branco, creme e preto.

Fazem um par lindo.

Quando Aquiles passa por ela, a caminho de uma saidinha para treinar no parreiral, Áfia cheira seu focinho e, ousada, estende uma das patas e o acarinha.

Ele, de maneira alguma é indiferente: retribui, cheirando-a.

Ontem à noitinha quando voltamos do sítio, ela estava deitada em frente ao canil, olhos e corpo todo voltado a contemplá-lo.

Ele, adivinhando o impossível, deitou-se com o rosto sobre as patas e ficou ali, recebendo e retribuindo.

Apaixonados, vivem seu romance sem desconfiar que no planeta algo ocorre...

2 de Abril: Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo

AUTISMO: CONHECER PARA VIVER

Valdoir Simões Campelo

 

Data criada em 2007 pela ONU, o dia 02 de abril é marcado como fundamental para a conscientização acerca do Autismo. Nesse dia, a voz mais forte que se faz ouvir é a de pessoas que buscam seus direitos, mas, também, usufruem de conquistas. Recentes e ainda insuficientes, essas conquistas precisam ser divulgadas e conhecidas.

O Transtorno do Espectro Autista – TEA – é uma condição de saúde caracterizada por déficit em duas importantes áreas do desenvolvimento: comunicação social e comportamento. Quem é diagnosticado como autista apresenta problemas de linguagem e dificuldade de interação social. Mas, não há só um tipo de autismo e o transtorno se manifesta de maneira única em cada pessoa.

É por ser um transtorno tão abrangente – há pessoas com doenças associadas, há indivíduos com deficiência intelectual e/ou epilepsia e há, também, pessoas independentes que nem sabem que são autistas – e apresentar vários níveis de comprometimento que o autismo se chama espectro. Segundo a OMS, essa condição atinge uma em cada 160 crianças no mundo. No Brasil temos, aproximadamente, 2 milhões de pessoas que poderiam ser caracterizadas como autistas.

Foi em 2013, no lançamento da quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais que o autismo recebeu uma nova nomenclatura: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Desde então, especialistas podem avaliar e estudar melhor os graus de autismo.

 

Uma entrevista com Alexandre Barcelos

Ao buscar compreender esse fenômeno e como ele se apresenta na vida de um jovem diagnosticado, decidi dar voz a Alexandre Henzel Barcelos, estudante na Licenciatura em Pedagogia e servidor público municipal em Pelotas – RS.

Ao entrar em contato com ele nas redes sociais, escrevi:

Olá, Alexandre. No teu perfil (Face book) encontrei postagens em que abordas a condição de autista. Em “Diário de um Autista”, apresentas conquistas: estar cursando a Universidade e trabalhando, são duas delas. Como tu defines estas conquistas? Pensas que tua carreira impacta outras pessoas com autismo? Na pandemia e com aulas remotas, como está o atendimento aos autistas?

 

O Alexandre foi extremamente colaborativo e respondeu ao PET Educação. Nós, do PET, agradecemos o privilégio que é tê-lo como colega e colaborador em nosso BLOG. A seguir, as palavras de Alexandre:

 

Defino minhas conquistas como resultados de um trabalho em conjunto: dos meus pais, do pessoal do Centro de Atendimento ao Autismo, do NAI e eu. A minha carreira e o autismo tem impacto de visão uma sobre a outra. Explico: enquanto minha carreira me ajuda a melhor entender a socialização, facilitando a comunicação e quebrando tabus em relação ao autismo, outros autistas me fazem ver a escola de outra maneira. Pergunto-me: será que esse ambiente é o ideal? Por que está tão maçante o ensino atualmente? Com relação à pandemia, percebo esse retorno remoto como estando em um laboratório de ensino, onde professores testam e aprendem como funciona esse ensino para que fique registrado na história de como lidar com uma situação dessas no futuro. Eu só acho que faltam prazos mais alongados para as atividades, visto que no presencial eram dados maiores prazos. Contudo, eu gosto plataforma, pois temos acesso a todo material para o resto do curso sem ter a necessidade de ter tudo impresso e guardado numa caixa. (Alexandre Henzel Barcelos. Pelotas, abril de 2021).

 

Agradecer...

Ao receber essas palavras, fiquei emocionado.

Estudante da Licenciatura, bolsista PET Educação e recentemente aprovado em concurso público para professor no município, fiquei impactado com a sabedoria de Alexandre.

Expresso através dessa publicação, meu carinho, respeito e total admiração pela caminhada de Alexandre. Em nome do PET EDUCAÇÃO e em meu nome agradeço por disponibilizar um pouco de seu tempo. Muito obrigado!

 

Referências

BARCELOS, Alexandre Henzel. Contato disponível em: https://www.facebook.com/alexandre.henzelbarcelos.9

Revista Autismo. Disponível em: https://www.revistaautismo.com.br/diamundial/

 


Uma verdade sobre a mentira...

Pinocchio. Escultura de Alex Nuñes.
Pinocchio.
Uma escultura de Alex Nuñes.


1º de abril, a verdade sobre o Dia da Mentira

Angélica dos Santos Karsburg

 

A data de 1° de abril é popularmente conhecida como o Dia da Mentira e “comemorada” em alguns países ocidentais (o Brasil, inclusive) e em países de língua inglesa, como os Estados Unidos e a Inglaterra. Nesse dia, é usual “pregar peças”, enganar, inventar barbaridades para as pessoas que nos cercam. Mas...

Tu sabes o motivo dessa data e qual o seu real significado?

Origem da data

Lendo sobre o tema, descobri que não há uma verdade sobre o Dia da Mentira. Segundo historiadores, diversas vertentes explicam o motivo de esta data ter sido escolhida como o Dia da Mentira. Alguns deles indicam que brincadeiras parecidas com as realizadas atualmente eram praticadas por povos na Antiguidade. Outros, ainda, afirma que o Dia da Mentira já existia na Idade Média.

Um poeta...

Existem registros que apontam o Dia da Mentira como uma prática mais antiga do que se acredita atualmente. Uma dessas evidências está em um poema escrito por Eduard de Dene (Século XVI), que sugere práticas parecidas com as do Dia da Mentira.

Alguns levantamentos registram que, na segunda metade do século XVI, na França, as comemorações de ano novo ocorriam tradicionalmente de 25 de março à 1º de abril, pois o início da primavera era percebido como o momento da renovação de um ciclo. Porém, em 1563, o rei francês Carlos IX propôs a mudança do ano novo francês para 1º de janeiro, a qual foi aprovada no Parlamento, ficando conhecida como Édito de Roussillon. Com esse édito, oficializou-se a mudança do ano novo na França para o dia 1º de janeiro.

Entretanto...

Dizem que muitos se recusaram a seguir a nova data e continuaram realizando sua celebração de ano novo no período de 25 de março à 1º de abril. Essas pessoas começaram a ser alvo de brincadeiras na sociedade francesa e passaram a ser chamadas de ‘Poisson d'Avril’, expressão que significa “tolos de abril”. A partir daí, acredita-se que a prática de realizar brincadeiras e zombarias com as pessoas em 1º de abril fortaleceu-se e, posteriormente, espalhou-se pelo mundo, conhecido como o Dia dos Bobos, também. Enquanto a mudança de datas levou um tempo para ser totalmente aceita, a zombaria se espalhou rapidamente.

O Dia da Mentira no Brasil

No Brasil, o costume de brincar com os amigos no Dia da Mentira data do início do Século XIX. A data se popularizou em Minas Gerais, por meio do jornal “A Mentira”. O periódico foi lançado no dia 1º de abril de 1848 e publicava assuntos sensacionalistas e de veracidade duvidosa.

Um exemplo...

Uma matéria publicada no jornal, à época, foi a da morte de Dom Pedro II, Imperador do Brasil.

Siiiiimmmm!

Era uma Fake News!

O jornal foi obrigado a desmentir a publicação dois dias após, pois a notícia poderia trazer sérias consequências ao Império, visto que muitos acreditaram na notícia.

Atualmente, celebramos e vivemos o Dia da Mentira com brincadeiras que envolvem pequenas mentiras, enganos, lorotas, fantasias, trapaças, simulacros, fingimentos, logros, embromações, enrolações.

Às vezes, conseguimos tapear os outros.

Nem sempre.

Mas...

Vale ressaltar que as brincadeiras devem ser leves e divertidas, sem ferir ninguém.

Fontes inspiradoras:

https://www.google.com/amp/s/veja.abril.com.br/ciencia/1o-de-abril-de-onde-surgiu-o-dia-da-mentira/amp/

https://www.google.com/amp/s/m.mundoeducacao.uol.com.br/amp/datas-comemorativas/dia-mentira.htm

https://www.google.com/amp/s/www.infoescola.com/curiosidades/dia-da-mentira/amp/