PET Educação prepara trabalhos em Ensino, Pesquisa e Extensão para a SIIEPe UFPel 2020

 


PET Educação na SIIEPE 2020

No atual contexto de isolamento social, o PET Educação pensou, criou e desenvolveu diferenciadas maneiras de adaptar atividades que, até então, eram realizadas presencialmente.

O foco foi manter a essência e, apoiados no modo de comunicação via rede, chegar ao público prioritário do PET: estudantes da Licenciatura em Pedagogia, crianças, professores e a população 60+.

SIIEPE

O objetivo da SIIEPE é divulgar os trabalhos que estão sendo desenvolvidos e promover a interação da comunidade acadêmica e das áreas de conhecimento.

A ocorrer entre 23 e 27 de novembro de 2020, em formato remoto, a 6ª SIIEPE – Semana Integrada de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão – tem como tema “A Universidade em um mundo transformado”. As inscrições foram abertas em 01 e se estendem até 30 de setembro de 2020.

A SIIEPE é uma semana de integração da Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão que a Universidade produz. Esta semana é destinada a realização de cinco eventos que ocorrem de forma paralela na Instituição, onde a comunidade pode apresentar os trabalhos desenvolvidos nas áreas de Inovação, Ensino (de Graduação e Pós-Graduação), Pesquisa e Extensão e/ou assistir as apresentações dos trabalhos.

Dentro da SIIEPE ocorrerá, concomitantemente:

1.      O Congresso de Inovação Tecnológica (CIT);

2.      Congresso de Ensino de Graduação (CEG);

3.      Congresso de Extensão e Cultura (CEC);

4.      Congresso de Iniciação Científica (CIC);

5.      Encontro de Pós-Graduação (ENPOS).

 

De forma gratuita e virtual, respeitando as indicações de distanciamento social, em virtude da pandemia por COVID-19, as apresentações dos resumos expandidos deverão ser gravadas e enviadas em formato de vídeo.

O PET Educação na SIIEPE

Para 2020, o PET Educação está realizando o processo de finalização das escritas dos resumos expandidos. Na fase anterior, realizamos a escrita do roteiro para o vídeo, gravamos nossos vídeos individualmente, formatamos e editamos com imagens, legendas, fundo sonoro e, depois de aprovados, os enviamos à tradutora em LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.

Bônus

Em breve, aqui, todos os resumos dos trabalhos do PET Educação.

21/09: um dia para lutar por pessoas com deficiência...

 


21 de setembro: Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência.

Mariana Paz

           

Tendo em vista a proximidade da data de 21 de setembro, o grupo PET Educação resolveu pesquisar sobre o significado desta data e a sua importância para todas as pessoas. O dia 21 de setembro é especial, pois nos faz refletir sobre a luta das pessoas com deficiência em busca de direitos. Para realizar esta pesquisa, utilizamos uma matéria do site terra.com e um artigo que abrange reflexões sobre a conquista de direitos. Que tal aprender mais sobre este dia e refletir sobre como você pode contribuir nesta luta?

21 de setembro: uma data para marcar a luta...

Este dia foi instituído pela Lei N 11.133, entrando em vigor desde o dia 14 de julho de 2005. A luta pelos direitos das pessoas com deficiência começou muito antes disso, mas a conquista de um dia, instituído por lei, foi um grande avanço, tornando essa luta mais visível e abrangente. A escolha do dia se deu, de acordo com o site terra.com[1], "em função da proximidade com o início da primavera e o dia da árvore, datas que representam o renascer das plantas e simbolizam o sentimento de renovação das reivindicações em prol da inclusão e da participação plena de todos na sociedade"

Reflexões sobre esta causa

A luta das pessoas com deficiência por direitos é diária, refletir sobre a grandiosidade da importância que esta luta possui se faz necessário e urgente. Todo o cidadão possui direitos, sem exceção. Nos últimos anos, este enfrentamento às desigualdades vem se acentuando, e isso é algo positivo.

As pessoas com deficiência representam 15% da população mundial, cerca de um bilhão de habitantes, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Relatório Mundial sobre a deficiência, publicado em 2011. Trata-se da maior minoria do planeta que sobrevive em extrema desigualdade social, como analfabetismo, desemprego e baixa renda. (SÃO PAULO, 2012 apud MAIOR, 2017, p. 30)

Muitos direitos já foram conquistados até agora, mas ainda há muito a se conquistar. Aos poucos e com muito esforço, o modelo de sociedade cheia de exclusão e desigualdades que predominava, vêm sendo modificado, a passos bem lentos.

A presença de diferenças entre os seres humanos tem sido motivo de eliminação, exclusão e formas diversas de segregação das pessoas com deficiência, tomadas como risco à sociedade, como doentes e como incapazes. Em todas essas situações manifesta-se a opressão daqueles que detêm o poder sobre os indivíduos em situação de vulnerabilidade. Da invisibilidade à convivência social, houve longa trajetória representada pelas medidas caritativas e assistencialistas, que mantiveram as pessoas com deficiência isoladas nos espaços da família ou em instituições de confinamento (MAIOR, 2016 apud MAIOR, 2017, p. 30).

Como escreveu a autora, alguns avanços ocorreram. Não podemos deixar de valorizar estes pequenos avanços, pois estamos caminhando em direção a melhorias. Antes isoladas e separadas das demais pessoas em suas próprias casas, depois institucionalizadas, aprendendo algum ofício/ocupação, e agora, no cenário atual, lutando por seus direitos em usufruir de convivência em sociedade, em acesso a escolarização, em possuir emprego e independência. Antes escondidas, agora expostas. Antes ignoradas, agora ouvidas.

Segundo a Convenção sobre os Direitos das pessoas com Deficiência, o conceito de 'deficiência' deve ser ampliado.

A deficiência é um conceito em evolução, de caráter multidimensional, e o envolvimento da pessoa com deficiência na vida comunitária depende de a sociedade assumir sua responsabilidade no processo de inclusão [...] Esse novo conceito não se limita ao atributo biológico, pois se refere à interação entre a pessoa e as barreiras ou os elementos facilitadores existentes nas atitudes e na provisão de acessibilidade e de tecnologia assistiva como resultado das políticas públicas (MAIOR, 2016). Em outras palavras, o conceito de pessoa com deficiência presente na convenção supera as leis tradicionais que normalmente baseiam-se no aspecto clínico da deficiência. As limitações físicas, mentais, intelectuais ou sensoriais são consideradas atributos das pessoas, os que podem ou não gerar restrições para o exercício dos direitos, dependendo das barreiras sociais e culturais que impeçam a participação dos cidadãos com tais limitações (FONSECA, 2007 apud MAIOR, 2017, p. 32).

Com esta citação em mente, é importante refletir sobre a deficiência em sentido amplo, e em adequações para que os direitos atendam a todos os cidadãos, se adequando a cada um. Conclui-se que muitas convenções, leis, políticas e conselhos já foram criados e muitas mudanças estão ocorrendo. Mas vale ressaltar que derrubar as barreiras que impedem o desfrute dos direitos é uma ação onde todos podem e devem participar. Esta ação acontece todos os dias, quando olhamos para o próximo e o vemos como um ser que possui direitos. Contribuir, com pequenas e grandes atitudes para que o outro tenha a sua necessidade atendida, assim como a nossa, é fundamental.

O PET Educação pensa que esta é questão de luta, respeito, empatia e atitude!

E...

Se cada um fizer a sua parte, podemos contribuir para que a desigualdade diminua ou desapareça!.

REFERÊNCIAS

DINO. A importância do dia nacional da luta da pessoa com deficiência. Terra.com.br. 2018. Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/dino/a-importancia-do-dia-nacional-da-luta-da-pessoa-com-deficiencia,5f7e5106f72ff38c2c67487f4a0 f5 605mdcf8n58.html. Acesso em: 02 de setembro de 2020.

MAIOR, Izabel Maria Madeira de Loureiro. Movimento político das pessoas com deficiência: reflexões sobre a conquista de direitos. Inc. Soc., Brasília, DF, v. 10, n. 2, p. 28 - 36. Jan./Jun. 2017.

E... chegou a primavera!

 

Bem-vinda, Primavera!

Cinara Postringer

 

Amanhã, dia 22 de setembro de 2020, às 10 horas e 31 minutos terá início a estação do ano conhecida como “Primavera”.

Origem

De acordo com Gouveia[1] é no latim que se encontra a origem dos nomes das estações do ano. Veris, que quer dizer “bom tempo” e originou a palavra “verão”. O início do bom tempo, porém, começa logo que o inverno termina, ou seja, na primavera. Não é coincidência, então, que o nome dessa estação venha de primo vere, que significa “primeiro verão”.

As flores...

Primavera é a estação do ano em que as flores desabrocham, os dias começam a ficar mais ensolarados e longos e, em contrapartida, as noites se tornam mais curtas. Embora existam flores todos os meses do ano, na primavera estamos mais propícios a reconhecê-las, esperá-las, pois praças, jardins e até ruas ficam mais coloridas e perfumadas com flores de variados tipos e cores.

No Hemisfério Sul, onde está localizado o Brasil, a primavera é caracterizada pelas profusão de flores, chuvas e pela elevação da temperatura. Outra alegria, para os que amam a primavera é a temperatura: manhãs e tardinhas com temperaturas baixas, imitando um inverninho leve.

Nesta estação o clima é mais ameno, ou seja, não tão quente quanto no verão, e nem muito frio como no inverno é nesse período da primavera que acontece o equinócio da primavera. O equinócio é um fenômeno astronômico no qual o Sol atinge com maior intensidade as regiões próximas à linha do Equador. Nessa altura do ano, o dia tem a mesma duração no hemisfério Norte e no hemisfério Sul. O fim da primavera é marcado por outro evento astronômico: o solstício de verão. Este é o período em que o hemisfério Sul fica inclinado cerca de 23,5ºC na direção do Sol.

PET Educação na primavera...

Nós, do PET Educação, estamos aproveitando os novos tempos – do estudo e trabalho remoto – para, mesmo sendo primavera, mantermos nossa saúde mental e orgânica.

Alimentos mais leves, boas horas de sono, leitura e escrita além de reuniões on-line têm nos acompanhado. E, em casa, continuar a contribuir para que a pandemia estabilize e retroceda. Esperamos que, no verão, já possamos sair por aí, abraçar os amigos, curtir os parques, as praças e os quintais.

Bem vinda, primavera!

Boa primavera para todos!



[1] Leia mais em: https://super.abril.com.br/blog/oraculo/qual-e-a-origem-dos-nomes-das-estacoes-do-ano/

Eleições: Reitoria UFPel 2020

Org. da matéria: Estefânia Konrad

Já sabe em qual chapa votar?


O "PET Educação Entrevista" resumiu os encontros com três das quatro chapas que concorrem à reitoria da Universidade Federal de Pelotas (2020-2024). A votação acontece nos dias 23 e 24 de setembro de 2020. Mais informações (como votar?) serão enviadas por e-mail individualmente à toda comunidade acadêmica.

Chapa 2 - UFPel Mais

Por: Alisson Batista e Estefânia Konrad

No dia 13 de agosto, às 18h30 horas, o PET Educação conversou e entrevistou a chapa 2 UFPel Mais, candidata a reitoria da Universidade.

A chapa é composta pela professor Fábio Vergara (para reitor) e a professora Isabel Rasia (para vice-reitora).  

No diálogo, além dos componentes e apoiadores da chapa, tivemos a presença dos alunos de bolsistas PET Educação e discentes do curso de pedagogia FaE/UFPel.

Anteriormente um roteiro foi realizado, contendo perguntas que buscavam entender as principais ideias da chapa. A seguir acompanhe as perguntas e respostas:

 

Pontos positivos e negativos da atual gestão:

Para Isabel

Ponto positivo: Ônibus Capão e r.u anglo

Ponto negativo: Estrutura precária.

 

Para Fabio

Ponto positivo: Propaganda forte nas redes sociais (democracia de alta intensidade) não confirmadas pelos alunos, crise de democracia interna (docentes e técnicos).

Ponto negativo: Extensão fraca (a universidade se voltou muito para dentro e para pesquisa ‘às custas’ da extensão).

 

Propostas para a pandemia:

Resposta Isabel:

O projeto de inclusão atual não foi real, foi insuficiente. Ensino híbrido no inicio do ano que vem.

Proposta de tablets e computadores distribuídos para os alunos e docentes. Motivação dos alunos é importante.

 

Resposta Fabio:

Possibilidades de ferramentas de telecomunicação (precisamos fazer a universidade do futuro).

Projeto da Ufpel para a pandemia não foi democrática, respondeu ao MEC ao invés de tomar iniciativa antes.

Temos especialistas em EAD na Ufpel que foram ignorados. Montaram um novo grupo para lidar com a situação.

Se 75% dos alunos reprovam em uma disciplina, algo esta errado com a disciplina ou os professores (independente do momento ser pandêmico ou não).

 

Em relação à Faculdade De Educação (espaço físico):

Resposta Fabio:

Precisamos construir um plano de expansão física pro ICH, aproveitando o quarteirão em frente (atrás e no miolo do prédio biblioteca e CEUs). Prédio verticalizado com aulário, laboratório, auditório e etc.

Sobre setor privado:

 

Resposta Fábio:

Ufpel é deficiente nessa área. Algumas áreas são necessárias à parceria com setor privado nos estágios: gastronomia, hotelaria, algumas engenharias. Exemplo positivo de alguns IFs neste sentido.

Proposta: criação de um escritório de projetos para apoio aos docentes e alunos para captar recursos em outras fontes.

 

Chapa 3 - UFPel Tô Contigo


Por: Cinara  Postringer, Debora Monteiro e Luzia Martins

No dia 19 de agosto, às 14 horas, o PET Educação conversou e entrevistou a chapa 03, denominada, UFPel #tocontigo, candidata a reitoria da Universidade.

A         chapa é composta pela professora Julieta Fripp, o professor Mário Canever, e as professoras Janaina Brum e Aniê Oliveira.  

No diálogo, além dos componentes e apoiadores da chapa, tivemos a presença dos alunos da UNAPI (Universidade Aberta para Idosos), da pedagogia, o PET Educação e ex-petianos.

Anteriormente um roteiro foi realizado, contendo perguntas que buscavam entender as principais ideias da chapa. A seguir acompanhe as perguntas e resposta:

1. Qual foi a principal motivação para formação da chapa e o lançamento da pré-candidatura? 

Conversava-se desde o ano passado (2019) da importância de cuidar das pessoas. Tendo uma universidade muito plural, diferentes pensamentos e projetos há muita coisa para motivação. Mas a principal desmotivação é por falta de atenção, de cuidado e assim vêm os outros problemas… Então, a principal motivação é cuidar das pessoas. Por que quando se cuida das pessoas, todo resto funciona, as pessoas se sentem valorizadas... Essa é a essência, estamos dentro de uma universidade, pública, gratuita, autônoma e crítica, devemos respeitar as diferenças e valorizar os interesses, no sentido de fazê-la crescer para dentro e também para fora. A UFPel é pública, então precisamos atender a sociedade, para o bem comum. É sobre cuidar das pessoas, e não é só dar assistência na saúde, mas também no pleno desenvolvimento do ser humano intelectualmente, psicologicamente e socialmente, está também em projetos como esses. 

2. Os alunos da Unapi não têm número de matrícula, portanto eles não têm direito em algumas coisas... Como por exemplo, votar nessa eleição... O que vocês acreditam que poderiam fazer sobre isso? 

Principalmente construir juntos! Já temos alguns planejamentos para a universidade aberta para idoso e estamos abertos para receber mais sugestões para nosso projeto. O principal interesse é que essa iniciativa seja além dos estudantes, mas também da universidade, para que de fato eles participem da universidade. Pretendemos potencializar a unapi de forma que seja possível, aumentar o número de vagas, disponibilizar mais cursos, fazer com que os alunos da UNAPI sejam alunos com matrícula, alunos que de fato integrem a universidade e participem dos cursos da graduação com vagas específicas. Considerando que eles tem uma bagagem e conhecimento que podem contribuir com a universidade nas trocas em diferentes cursos.

3. Perante uma pandemia, e o atual calendário de ensino remoto. Quais observações a serem feitas?

Precisamos ter consciência que essas ferramentas de comunicação a distância vieram para ficar, não vieram para substituir o ensino presencial, mas sim para complementar. Elas precisam ser aprimoradas dentro da universidade, por que hoje a universidade não consegue oferecer comunicação através de vídeo conferência com potência, precisamos construir isso. Sobre o calendário, voltaremos as aulas presenciais, mas em um "novo normal" trabalhando com essas ferramentas e buscando não deixar ninguém para trás. Nossa principal preocupação é a seguinte: qualquer ação que a universidade faça, tem que ser inclusiva. E esta ação que foi feita agora, deixou muita gente para trás. Há muitos relatos de professores e alunos que manifestam a dificuldade de manter o aprendizado nesse momento e dessa forma. O problema é que não tem nenhuma solução ótima neste caso, todas são ruins e precisamos achar a menos ruim e saber onde ela é ruim e tentar arrumar isso. A conectividade foi uma situação que foi muito maltratada, não estamos dando suporte para os alunos em vulnerabilidade social, que deveríamos ter dado. É preciso ouvir as pessoas e construir juntos uma solução para esse desafio novo para todos. 

4. O que os distingue das outras candidaturas? 

Temos o nosso projeto que fala muito sobre cuidar das pessoas e dar conta de todas as necessidades no sentido de qualificar o tripé de ensino, pesquisa e extensão, mas sem esquecer que somos uma universidade pública, gratuita e socialmente referenciada. É importante ter uma comunicação próxima e direta com toda a estrutura universitária, precisamos estar junto e ouvir de fato as demandas da comunidade da universidade e da comunidade. Uma das principais diferenças da chapa é a diversidade, pois fomos construindo coletivamente, não só escutamos as pessoas quando elas nos procuram, mas buscar ouvir o que elas têm a dizer. Assim a chapa foi construída com várias pessoas com variados pensamentos, em que todas opiniões e posicionamentos eram levados em consideração. Os representantes da chapa são pessoas que querem fazer e já fizeram, e essas ações são todas no âmbito do coletivo, não são pessoas de discurso e que pensam no privado. 

Além dessas questões, foi abordado também a relação universidade e escola. Sobre os cursos da ufpel interagirem de forma ativa nas escolas públicas e privadas e não apenas para estágios e pesquisas. Sobre isso, a chapa disse que já pensaram em algumas propostas e que estão no programa. E afirmaram que precisamos de uma política institucional que faça um diálogo com as escolas, pois a escola também tem o que contribuir com a universidade assim como a universidade contribui com a escola, desta forma, não pode ser uma via de mão única e nem passar uma ideia de assistencialismo. 

A conversa que iniciou as 14 horas, teve fim em torno das 15 horas, tempo em que tivemos a oportunidade de dialogar com a chapa UFPEL #tocontigo, e buscar entender os planos e projetos para o futuro da nossa universidade.

 

Chapa 4 - UFPel Raiz

Por: Débora Monteiro e Letícia Vilela 

No dia 18 de agosto de 2020, o grupo PET Educação entrevistou a chapa UFpel Raíz, concorrente à reitoria da Universidade Federal de Pelotas-UFPEL, com o objetivo de conhecer suas propostas.

A entrevista foi realizada de forma online na plataforma Google Meet e mediada pelas bolsistas Débora Monteiro e Letícia Vilela.

A Chapa é composta por: Miriam Alves - professora do curso de psicologia; Michele Mandagara de Oliveira - professora na faculdade de Enfermagem; Fabiano Souto Rosa - professor de LiBras e Coordenador da área de Libras do CLC; Roberta Antunes Machado - graduada e mestre em enfermagem pela UFPel e estudante de doutorado UFPel, apoiadora da chapa.

Rejane Jardim - professora de educação na UFPel, apoiadora da chapa.

 

1- Por que decidiu apresentar a candidatura à reitoria da UFPel?

Decidimos apresentar a candidatura a partir de um conjunto de críticas, experiências e vivências. Somos aquelas e aqueles que, na intensidade das relações políticas vividas nesta Universidade, na composição de um mosaico de múltiplos setores e categorias que constituem a comunidade universitária e a comunidade externa, estão comprometidas(os) com o enfrentamento das desigualdades que hierarquizam as pessoas e produzem uma avalanche de sofrimentos, de angústias diárias que aniquilam corpos, que matam sonhos-vidas. Somos aquelas e aqueles que se comprometem com uma Universidade pública, gratuita, laica, democrática, socialmente e ambientalmente referenciada, de qualidade e que assumem uma postura ético-política de enfrentamento ao racismo, sexismo, LGBTQIA+fobia e capacitismo

A partir do que entendemos como ensino, pesquisa e extensão, como projeto estratégico, pensamos a universidade como um todo. Pensamos a universidade como sendo uma universidade para a cidade de Pelotas, para a região Sul.  Acreditamos nas propostas de acolhimento, resistência e inclusão.

2- A Chapa é direcionada somente para pessoas pretas e pretos?

A Chapa UFPel Raíz é construída por dois movimentos: Movimento UFPreta e Movimento Viva. O Movimento UFPreta se materializa a partir de vários questionamentos em relação às políticas de ações afirmativas nessa universidade e amplia as suas discussões para pensar a universidade como um todo. O Movimento Viva surgiu a partir da luta das mulheres da enfermagem que, em 2012, pela primeira vez, apresentou uma candidatura com duas mulheres para o pleito da reitoria. E este movimento continuou com a sua luta, discussões e críticas.

A UFPel Raíz pensa o conjunto da universidade e o conjunto das pessoas que constituem a universidade. A Chapa não é apenas para pessoas pretas, pois as mesmas ainda são minoria dentro da universidade. Na Chapa, pessoas pretas estão colocadas  como uma perspectiva epistemológica, do lugar de onde a gente fala a partir das nossas experiências e isso é fundamental para termos uma universidade verdadeiramente democrática. A Chapa é um projeto político com suas propostas pensadas para o futuro, por isto é uma Chapa inclusiva, acessível, acolhedora, que dialoga com a comunidade externa a partir do seu ponto de vista.

3- Partindo da fala da candidata Miriam Alves dizendo que "os negros ainda são a minoria" o que a Chapa pretende fazer para tornar a universidade um lugar mais inclusivo?

A inclusão parte de diferentes dimensões: Inclusão da luta das mulheres feministas na universidade, entrada, acesso e permanência de pessoas negras e inclusão da comunidade surda de Pelotas nesta universidade.

Quando falamos em resistir, acolher e incluir, falamos na perspectiva de que todas as pessoas se sintam incluídas e pertencentes a este espaço, e que este pertencimento precisa ser da comunidade externa. Quando se fala na inclusão das pessoas negras, falamos que elas precisam se sentir pertencentes de fato a esta universidade, pois através dos relatos, experiências e vivências que se tem dos discentes, técnicos e docentes, é que as universidades como um todo não estão preparadas para receber, não foram pensadas para que os negros estivessem nesse lugar, e não se preparam para isto. Tanto quando se olha para a acessibilidade, quando se olha para as mulheres, negros e negras e pessoas LGBTQI+.

Qualquer pessoa necessita da inclusão para bem viver, sejam cegos, negros, surdos. Inclusão é estar todo mundo junto no mesmo local com as condições necessárias que atendam as nossas diferenças.

Trabalharemos o acesso e a permanência dos alunos cotistas na universidade.

Caso a Chapa seja eleita, o que pensam em fazer em relação ao ensino de graduação, tendo em vista a pandemia que estamos enfrentando?

Não será um processo difícil e nem fácil, mas entendemos que será possível superar dialogando com a base, com os estudantes, docentes e técnicos, para que consigamos juntos construir estratégias ao que se avizinha e não apenas impor um calendário alternativo, construído a partir de um gabinete e imposto para a comunidade acadêmica sem nenhum tipo de discussão e avaliação concreta dos efeitos pedagógicos deste calendário.

É preciso fazer um enfrentamento de frente, construir as saídas, os caminhos para que as perspectivas pedagógicas possam ser resolvidas de fato.

4- Vocês tem alguma crítica à gestão atual? Se tem o que pretende fazer sobre elas caso sejam eleitos?

A grande motivação de nós colocarmos  uma chapa nesse pleito para universidade foi principalmente por causa das críticas que tínhamos à  atual gestão. Nós temos várias críticas e várias propostas. Não temos críticas vazias.  Uma crítica importante que nós temos é em relação aos processos democráticos por exemplo, pois do nosso ponto de vista o que a gente vivencia hoje na universidade é uma democracia performática, uma democracia que na verdade se utiliza de espaços democráticos para legitimar decisões tomadas em gabinetes e temos hoje como um exemplo disso, o próprio calendário alternativo para o qual não houve debate com a comunidade, nem discussão com participação da comunidade acadêmica, tão pouco da comunidade externa.