Mediadores na RBS TV


Olá
O curso mediadores em leitura literária foi reportado no jornal do almoço de sábado, dia 11 de fevereiro.
Para assistir, clique em:
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/jornal-do-almoco/videos/t/edicoes/v/curso-em-pelotas-ensina-adultos-a-ler-para-criancas/5645304/


Nanin Loustau (2015): primeiro depoimento

Olá, sou Nanin Loustau Oyambure, estudante de Pedagogia na UNIFAP. Durante o ano de 2015 tive a honra de integrar o grupo PET Educação da FaE/UFPel. Ali, trabalhei e convivi com colegas e professoras formidáveis. Foram tempos muito prazerosos  e de incomensurável aprendizado. Na minha perspectiva, ser petiana é sinônimo de  distinção. É ter um perfil intelectível diferenciado. Haver pertencido ao grupo Pet ocasionou uma diferença significativa na minha vida social e acadêmica.
Atualmente estou vinculada à Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e atuo, em sala de aula, como monitora bolsista na disciplina Sociologia da Educação II. Ademais integro, na mesma instituição e com vínculo de iniciação científica, o GPCEM Grupo de Pesquisa Capital Social, Educação e Meio Ambiente.
 Agradeço a oportunidade de poder expor o quão relevante foi o Pet Educação no meu percurso dentro da academia.
Um abraço a todos!
Muitas saudades!

Estudantes Petianos: encontre seu nome aqui...

Olá Prisicila Souza Aguiar, Suélem Teixeira Silva, Raquel Schmalfuss dos Santos e demais estudantes de Pedagogia que integraram o PET Educação desde 01/09/2007! Estamos compondo uma "galeria de ex-petianos" e queremos convidar-te a escrever um depoimento para publicarmos neste BLOG.
Tu podes iniciar assim:
“Para mim, ter sido petiano foi...
Escreva. Mande uma foto. Diga onde estás estudando ou trabalhando. E apareça na sala do PET Educação. Nossas reuniões são às quartas-feiras, entre 9 e 11 horas da manhã. A seguir, a lista completa de todos que já foram bolsistas. Se teu nome não está aqui, reclame que te inserimos...

Amanda Pereira Ramos,
Ana Claudia de Pinho Amaral,
Andreia Lemos Souza,
Angelina Monica dos Santos,
Barbara Thoany de Souza Passos,
Bruna Iasmin Athaide de Campos,
Camila
Carla Feldens
Carla Rosana Silveira,
Cícera Marcelina Vieira,
Claudia Moraes dal Molin,
Crislaine Aniceto Jardim Brisolara,
Eliane Eckert
Elisangela Silva da Porciúncula,
Franciele Nunes Brisolara,
Glaucia Cabana Mashiba,
Jaíne Telles Quevedo,
Janaina Leivas Rodrigues,
Jaqueline Costa Rodrigues,
Juliano Mattos de Moraes,
Larissa Radmann Quintana,
Marilia de Almeida Caniela,
Michele Telles Baptista,
Monica Roxo Correa,
Nanin Loustau Oyambure,
Raquel Guterres Palma,
Roberta Bohns Tavares,
Rosangela Werner,
Samara Martins Munhoz,
Thaiany D’Ávila Rosa,
Valdirene Garcia.

Abraço
Cristina Rosa
Tutora PET Gestão 2016-2019



A respeito da palavra e significado de aluno...

Controverso e evidentemente interessante, o significado da palavra aluno vem sendo questionado por linguistas e por usuários, competentes ou não, de nossa língua portuguesa. Claudio Moreno[i] dedicou-se a uma pesquisa sobre o termo e nos apresenta, em pequeno artigo, suas conclusões, disponíveis em http://sualingua.com.br/2010/06/05/aluno/


Aluno
Claudio Moreno

Quem conhece os doze trabalhos de Hércules deve lembrar o quanto penou nosso herói para matar a Hidra de Lerna, uma monstruosa serpente de sete cabeças, todas elas dotadas de presas venenosíssimas. Parecia uma tarefa impossível, pois para cada cabeça cortada brotavam outras duas, novinhas em folha — e estariam se multiplicando até hoje, infinitamente, se Hércules não tivesse a ideia de cauterizar os pescoços decepados com a chama de uma tocha (para mais detalhes, sugiro uma volta aos Os Doze Trabalhos de Hércules, na versão genial de Monteiro Lobato). É a esta mesmíssima Hidra, aliás, que estamos nos referindo quando chamamos uma tarefa difícil de “bicho-de-sete-cabeças”.
Sempre me lembro dela e de suas cabeças renováveis quando vejo renascerem velhos mitos linguísticos que há muito foram sepultados. Confesso que alguns deles são realmente duros de matar! Apesar de transpassados pela espada da razão e pela lança da ciência, não é que volta e meia eles reaparecem para assombrar os cristãos? Pois um leitor de Santa Maria acaba de enviar um apelo para que eu o ajude a enterrar — se possível, de forma definitiva — aquela já tão desacreditada versão de que a palavra aluno carregaria consigo um sentido pejorativo. Mas de novo? Depois de tudo o que se escreveu sobre isso, alguém ainda insiste em defender uma tão rematada tolice? Acho que posso imaginar o desânimo de Hércules, ao ver as hediondas cabeças renascerem…
A palavra aluno vem do Latim alumnus (até aí morreu Neves), da família do verbo alere (“criar, alimentar”). Designa a criança que ainda precisa ser nutrida e cuidada — inicialmente no sentido do alimento físico, passando mais tarde ao sentido do alimento do espírito. Circula por aí — principalmente nos meios pedagógicos, o que é, no mínimo, curioso — a interpretação macarrônica de que a palavra viria, na verdade, da junção do prefixo privativo a- (“que não tem”) com o substantivo lumen (“luz”; corresponde ao nosso lume). Isso a tornaria uma palavra politicamente incorreta, ao sugerir que o estudante seria alguém que vive na treva, à espera da iluminação do professor — o que, dizem algumas vozes modernosas, descreve uma relação desigual, de cima para baixo, quando, na verdade, o professor e o estudante deveriam idealmente manter uma relação de colaboração, funcionando à semelhança dos dois pauzinhos que, atritados um contra o outro, acabam produzindo fogo. Como na Idade da Pedra.
Parece que voltamos aos tempos de Isidoro de Sevilha, dicionarista da Idade Média, que era mestre em torcer o bracinho da etimologia até que ela confessasse o que ele desejava ouvir. Como teólogo (depois santificado), via na “origem” das palavras a evidência das Escrituras; por exemplo, para ele, a morte (em Latim, mors) vem de morsus (“mordida”), pois o homem só passou a ser mortal depois da primeira mordida que o pai Adão deu na maçã… No caso de aluno, nota-se o mesmo desrespeito à realidade linguística para fins ideológicos. Não vou discutir aqui a concepção pedagógica que está por trás dessa interpretação forçada, com a qual não concordo, mas vou me ater exclusivamente à etimologia do termo. Já falamos nisso aqui nesta coluna: o prefixo privativo a- é do Grego (acéfalo, analfabeto, etc.), enquanto lumen é do Latim. É verdade que palavras modernas — amoral, televisão — podem ser formadas pela união de elementos de línguas diferentes, mas este não é o caso; em alumnus, vocábulo latino muito antigo, não existe prefixo algum, muito menos grego.
Para tentar pôr um fim a essa lengalenga, recomendo a leitura urgente de um valiosíssimo livrinho que todo pedagogo deveria incluir entre suas obras de referência: trata-se de um “dicionário etimológico para ensinar e aprender”, intitulado Oculto nas Palavras, de Luis Castello e Claudia Mársico, professores de Letras Clássicas da Universidade de Buenos Aires (traduzido aqui pela Editora Autêntica, de Belo Horizonte, em 2007).Ali encontrarão, bem explicada e fundamentada, a etimologia de uma centena e meia de palavras pertinentes ao ensino e à educação (como educar, orientar, adolescente, discípulo, tutor, mestre, etc.).
Tenho certeza de que os verbetes, que são muito completos e muito bem escritos, serão de grande utilidade para os estudiosos e pesquisadores da área, principalmente por colocarem uma pedra sobre o tão pernicioso “achismo” de nosso mundo acadêmico. A respeito de aluno, por exemplo, os autores começam dizendo, com serenidade e firmeza: “O termo foi, curiosamente, objeto de uma explicação etimológica disparatada (…). Aluno seria ‘o que não possui luz’, ‘o que está no escuro’, e que, portanto, busca ‘iluminar-se’ mediante o estudo. Essa explicação, decerto, não resiste à menor análise histórica ou linguística. E por aí eles vão.


[i] Cláudio Moreno. Professor, escritor e ensaísta brasileiro, do jardim de infância à universidade, estudou toda sua vida em escolas públicas e gratuitas, razão pela qual, sentindo-se em dívida para com aqueles que indiretamente custearam sua educação, resolveu criar e manter o site "Sua Língua", como uma pequena retribuição por aquilo que recebeu. Coordena, atualmente, a área de Língua Portuguesa em instituição privada de ensino médio de Porto Alegre. Escreve regularmente no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde mantém uma seção sobre Mitologia Clássica e outra sobre questões relativas à língua portuguesa.